terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

FAQ do Conservatório

Desde que comecei a escrever O Conservatório, algumas perguntas se repetem sempre. Acho que já passou da hora de montar um pequeno FAQ pra me economizar digitação. Divirtam-se. o/


1 – Sobre o que fala a história?

Sinopse extendida e revisada AQUI.

Um pouco sobre os personagens aqui e aqui.

2 – O que é um conservatório? (Não ria, tem quem não saiba)

Conservatório é uma instituição que pode ensinar música, teatro ou dança. Os mais comuns são os musicais. Geralmente, os conservatórios oferecem cursos avançados de música, de forma que completos n00bs têm que estudar em outro lugar antes de entrar em um (alguns abrem exceção quando o candidato n00b a aluno demonstra ter talento nato para a coisa).

Eles podem ser públicos ou privados e existem em vários pontos do mundo. Se você quer mais detalhes sobre como funciona um conservatório, a página do Conservatório de Tatuí (interior de SP) foi uma das fontes que usei para construir o da minha história:

3 – Hum... Tem um vampiro e uma humana... É uma história melosa como a sua da coletânea Meu Amor é um Vampiro?

Nops. Não é um romance sobrenatural. É uma história juvenil de investigação e aventura. O tom se aproxima mais de contos meus de oooutras coletâneas, como a Paradigmas 4 (amostra aqui, compre aqui) ou Sociedade das Sombras (compre aqui). Não vou dizer que não role um romance em paralelo com a investigação, mas vamos encarar: se não houvesse tensão sexual entre os dois protagonistas, eles não seriam adolescentes.

4 – Você tem a cara de pau de me escrever mais um livro de vampiros? Você não cansa, não? Olha os trezentos que têm por aí!

Ah, cara, as histórias de vampiro raramente tem o tom que eu mais gosto (algo que não seja só terror ou só romance e, definitivamente, algo que não tenha protagonistas emo/mongos), então, achei que ainda tinha um espacinho pra minha história. Além do mais, desde que Polidori escreveu o primeiro conto de vampiros do Ocidente, não se passa um ano em que algo (livro, peça, conto, filme ou game) de vampiro não seja publicado. Se em quase duzentos anos desse lançamento o interesse do público não arrefeceu, não vai ser Crepúsculo que vai conseguir fazer um dano permanente.

Na verdade, o interesse por vampiros sempre teve um nicho fiel (tipo o steampunk), antes e depois da modinha. Com a febre provocada por Stephenie Meyer esvaecendo, a única mudança é que vampiros vão voltar a ser nicho... Até o próximo bestseller.

Portanto, sim, eu tenho a cara de pau e não me sinto surfando nas ondas da modinha. Não quer ler, não leia, uai. Não é porque tou apontando um revólver pra sua cabeça que tou te forçando a alguma coisa.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Top 10 histórias de vampiros em outras mídias

Fiz o top 10 de livros, agora, como o prometido, eu tinha que fazer o de outras mídias. Só lembrando que esse é um top 10 de histórias de vampiros puramente pessoal. Não faço qualquer esforço para escolher obras clássicas e relevantes, de qualidade inquestionável, só as histórias que mais me marcaram e influenciaram. E que são, de alguma forma, originais e/ou interessantes, o que não é fácil na seara vampírica.


10 – Zorro x Drácula (HQ)

Olha, Zorro x Drácula não é um primor das HQs norte-americanas. O traço é meio esquisito, a trama é aquele clichê arroz-com-feijão de sempre, mas uma história que tenha o Zorro e o Drácula merece estar em qualquer top meu. Don Diego é meu herói de infância, e certo protagonista de certo livro recebeu seu nome em homenagem a ele.

Se você estiver se perguntando por que não tem nenhuma HQ de mais respeito nesse top 10 – a partir de agora, o mundo quadrinístico colaborará apenas através de mangás – explicarei.

Antes de mais nada, me digam se essa trama lhes é familiar:

“Vampirão particularmente poderoso chega a um lugar qualquer e começa a matar pessoas e criar outros vampiros, para espalhar sua raça e dominar o dito lugar e, mais tarde, o mundo. Ele dá o azar de matar/transformar uma mulher (e é SEMPRE uma mulher) ligada ao personagem principal ou a um dos principais (que serão em totalidade, ou quase totalidade, homens), que passa a perseguir o vampirão em busca de vingança e para salvar o mundo, como bônus. Armados até os dentes com coragem, armamento pesado e o que de mais avançado a Ciência tem para oferecer, eles perseguem o vampirão e suas crias até o fim do mundo para restaurarem a ordem.”

Essa é uma trama em linhas muito gerais de Drácula (o livro), mas também é a premissa de praticamente QUALQUER HQ norte-americana de vampiros (excetuando aí adaptações de livros da Anne Rice, da Stephenie Meyer ou de material ligado a Vampiro: A Máscara). Um ou outro detalhe muda, mas o resto... é a mesma recontagem de Drácula, de novo, e de novo e de novo! E me desculpem, mas eu ainda prefiro o original.

Existem, é claro, HQs em que os vampiros são colocados de forma ligeiramente diferente do comum, mas geralmente eles são bem secundários à trama, e a trama principal não me interessa (como em Preacher, para dar o primeiro exemplo que me veio à cabeça – tá, é um clássico dos quadrinhos, blá-blá-blá, mas simplesmente não é minha praia).

Aceitarei alegremente qualquer indicação de histórias que não corram nos moldes descritos acima. Comentários pra que te quero!

9 – O Pequeno Vampiro (The Little Vampire) (Filme)

Falando em infância, eu adorei esse filme, na época. Mesmo hoje, continuo achando ele adorável. Tá na lista das coisas que meus sobrinhos vão assistir. Se você nunca viu, dê uma chance. Se você não gosta de admitir para ninguém que ainda gosta de filmes de criança, se quer manter sua pose de adulto, chame uma criança para assistir com você (para você ter a desculpa de que está passando tempo com a criança, que o filme é só para ela e tal) ou baixe e esconda na sua pasta de pornografia – como diz um brony (garoto fã de My Little Pony), às vezes é mais fácil explicar a pornografia...

Se você ainda precisa de uma razão pela qual eu gosto desse filme até hoje, duas palavras: VACAS VAMPIRAS. Nada mais a declarar.

 8 – Vampiros de John Carpenter (John Carpenter’s Vampires) (filme)

Esse filme é quase um guilty pleasure. A trama é simples, os efeitos especiais são toscos ou inexistentes, blá-di-blá-di-blá. Mesmo assim, gostei mais dele do que de muitas adaptações de Drácula e outros filmes de vampiros mais pretensiosos. Podem me processar, se quiserem, mas acho que o Vampiros de John Carpenter tem aquele sabor de filme de Sessão da Tarde: não eram os melhores filmes, mas eram o que tinha, então, têm valor afetivo.

Não vou dizer mais nada porque não há muito a se dizer.

7 - Série Castlevania (jogos)

Ei, eu adoro Castlevania. Tudo bem, é mais sobre caçadores de vampiros, mas dá mais ou menos no mesmo. Tem o Conde Drácula, é o bastante.

Joguei alguns jogos de Castlevania, incluindo o primeiro para NES (e cheguei até a Morte, mas perdi o save, junto com a paciência de jogar tudo de novo até ali). Tem um certo charme em controlar uma cópia de Conan, o Bárbaro armada com chicote, crucifixos, água benta e todo o resto contra toda a sorte de coisas-ruins que habitam o Castelo Drácula. Aliás, o chicote dele é especialmente abençoado e se chama Vampire Killer. Nomes diretos: amo. <3

Meu Belmont preferido, entretanto, não é o conanesco Simon, mas o Juste, de Castlevania: Harmony of Dissonance. Esse jogo é de nível fácil a médio, e Juste Belmont é um mago capaz de usar magias elementais para aumentar o poder do Vampire Killer. Depois de juntar power-ups o bastante, você mata Drácula quase sem querer. Diliça! Chamem-me de fraca, mas eu jogo videogame pra relaxar. Não quero estar sempre cercada de inimigos ao ponto de ficar tensa de adrenalina, só quero seguir a linha mais reta possível entre mim e o chefe de fase e as cenas importantes para a trama do jogo.

Como um bônus, você também pode jogar com o próprio Conde Drácula em dois jogos (não posso dizer quais, é spoiler e tem gente chata com spoilers). Tá, tecnicamente, é uma reencarnação do Conde, tentando se redimir de sua vida de Senhor do Mal (e que no final ruim do jogo pode voltar a ser o vampirão cruel de sempre), mas é legal assim mesmo. Esses dois jogos também são de dificuldade fácil-média. Não sou piolha de videogame, mas derrotei o chefão final do primeiro sem usar poderes especiais equipados e com uma rapieira. É. (E eu gosto de rapieiras, mesmo sendo as espadas mais fracas e patéticas do jogo. Elas são elegantes.)

Não sinto necessidade de jogar todos os Castlevanias para ser feliz, mas ainda quero jogar o Castlevania: Bloodlines (uma sequência direta do livro Drácula :B) e o Castlevania: Symphony of Night pra jogar com o Alucard, o filho meio-vampiro do Drácula, que combate a vilania do papai e tem quase os mesmos poderes que ele. :B

 6 – Hellsing (mangá, anime e OVA)

Meu preferido é o mangá. O anime é uma adaptação apenas razoável e o OVA parece que tem sido fiel ao mangá, mas fiquei com preguiça de assistir tudo. Alucard é uma das melhores versões de Drácula ever (não venha encher dizendo “spoiler”, só olha o nome dele!), Seras Victoria é muuuuuito fofa e Integra Hellsing é durona o bastante para merecer meu respeito como heroína. E como descendente de Van Helsing, embora só Deus saiba o que foi feito do “Van” do nome. Eles parecem ter algum problema com isso no Japão. Em Don Drácula, o descendente dele virou “Von” Helsing. “Van” é alguma palavra engraçada ou ofensiva, talvez? Vai saber.

Mas enfim, digressões à parte, o mangá me ganhou definitivamente quando houve uma cena de matança... no Brasil. :3 Com policiais usando uniformes fieis à realidade. Com “polícia” escrito com acento, vejam só! Isso é menos comum do que vocês podem pensar... O vilão desse arco se veste como um malandro carioca típico, aliás. xD

Só mais uma palavra: Schrödinger. Ponto.

E é um dos poucos mangás a não tornar a história uma bizarria sem pé nem cabeça no decorrer dos (muitos) capítulos para encher lingüiça. O que também é menos comum dos que vocês podem imaginar.

5 – Karin (mangá e anime)

Karin é uma das coisas mais dolorosamente fofas feitas com vampiros na última década. E isso inclui O Pequeno Vampiro. É um shoujo bunitim sobre uma garota que vive em uma família de vampiros, mas tem um problema: ela é uma “anti-vampira”, que produz sangue em excesso (!) e precisa injetar nas pessoas através de uma mordida (!!!). Além disso, ela não tem nenhuma força ou fraqueza de sua família, sendo incapaz mesmo de hipnotizar as vítimas para encobrir suas atividades (quem faz isso é sua irmã mais nova).

Ela conhece e acaba se envolvendo com Kenta, um humano meio tristonho que sente, a princípio, um instinto de proteção em relação à garota e acaba se apaixonando no decorrer dos episódios. Eu ainda achei interessante o fato de os vampiros, no desenho, absorverem sentimentos da vítima junto com o sangue, fazendo com que a vítima em questão fique temporariamente privada deles. Quando é um sentimento ruim, tipo raiva ou tristeza, ótimo. Mas, no anime, a avó da Karin suga o amor. Ouch.

Ah, sim. O corpo de Karin também reage sentimentos, fazendo com que seu sangue se multiplique loucamente. No caso, é o sentimento de tristeza, que é apagado quando ela injeta seu sangue. Kenta é um menino triste e com baixa autoestima. Façam as contas e verão, de repente, que Karin nada mais é que uma garota japonesa com uma razão real para sangrar pelo nariz ao lado do ser amado. Ouch duas vezes.

O que não faz com que a história seja menos fofa, de qualquer maneira, e mais profunda que a maioria dos shoujos: nem tudo é cor-de-rosa e a tristeza e a depressão são temas constantes.

4 – Vampire Knight (mangá e anime)

O mangá é dez vezes melhor que o anime e isso está fora de discussão.

Vampire Knight é aquilo que Crepúsculo tinha potencial para ser e não foi: uma história de amor entre uma humana comum e meio burrinha e um vampiro hot-hot, com um terceiro cara pra fechar o triângulo amoroso.

A trama, entretanto, é beeeeem mais complexa, e é um dos poucos mangás que já li que tem um ritmo bom de mistério, jogando pistas relevantes nos momentos certos e revelando os fatos aos poucos, ao invés de segurar todas as revelações para o fim e fazer do meio da história uma psicodelia só.

Só li o mangá até o episódio 50 ou 60, por motivos de força maior, mas estava gostando do que estava lendo. E em tempo: não comparem Kaname Kuran com Edward Cullen, por favorzinho. Kaname é um monstro manipulador, mas chega a ser dolorido o tanto que ele gosta da Yuuki. Malzaê, meninas do Team Zero Kiryuu. u_u

3 – Turma da Mônica – Especial Vampiros (Quadrinhos)

Você não está lendo errado. Recentemente (leia-se: ano atrasado), a MSP lançou um almanaque temático da Turma da Mônica com uma coletânea de antigas histórias de vampiros protagonizadas pela turminha (obviamente, não estamos falando das trocentas histórias onde o Zé Vampir aparece). Comprei esse almanaque por causa de duas histórias, que são pequenas joias: Um Amor Dentuço e O Vampiro Caipira.

Um Amor Dentuço também está bem mais acima que muita história romântica de vampiros nas minhas preferências. (A adaptação para animação perdeu metade da graça, diga-se de passagem). Antes que perguntem, lembro de ter lido a primeira publicação dessa historinha muito antes de ouvir falar em Crepúsculo, logo, não é uma paródia.

Aqui, um menino vampiro é acordado pela conversa da Mônica e da Magali, que fizeram piquenique perto da casa dele, e acaba se apaixonando pela dentucinha. Ele tenta transformar a Mônica em vampira para viverem juntos e o resto é uma historinha típica da turminha. Por que uma HQ infantil de umas poucas páginas e história simples está tão alta no meu top 10? Simples: a gente fica com dó do vampirinho e de como ele fica sozinho quando a turminha salva a Mônica (por mais que ele tenha seu final feliz, depois), e essa breve sensação de solidão (deve durar um quadrinho ou dois) foi uma das sementinhas da criação de Bram & Vlad. A sério.

A do vampiro caipira é ótima. Uma vampirinha estava caçando comida, vê o Chico Bento dando bobeira e... cara, tentem visualizar Chico Bento virando vampiro. Chico FREAKING Bento. Com direito a uma capa xadrez. Essa história é uma pérola!

2 – Deixe Ela Entrar (Let the Right One in) (Filme)

Eu sei que não devia dizer que um filme cheio de sangue, desmembramentos, assassinatos, pessoas queimando e tudo o mais é fofo, mas ele é. ._.

Aqui temos o garoto Oskar, que começa a conversar com sua nova vizinha, uma garotinha meio esquisita chamada Eli. Oskar sofre de um bullying sério na escola, e sua vida doméstica é um inferno. Com o tempo, ele e Eli vão ficando mais próximos, ele eventualmente descobre que ela é uma vampira, mas termina aceitando o fato, e o resto é só você ver o filme.

Aliás, ao procurar algumas coisas sobre ele na Wikipédia, descobri duas coisas que talvez você não saiba:

1- Estou chamando Eli de “ela” por causa do título oficial em português. Eli, na verdade, é Elias, um garoto castrado que tem traços delicados o bastante para ser confundido com uma menina (e se veste como uma).

2 – O autor do livro na qual o filme foi baseado aparentemente encheu o saco das pessoas não entenderem que ele estava contando uma história de amor – meio macabra, mas de amor – e escreveu um epílogo ao romance, o conto “Let the Old Dreams Die”. Não sei se já saiu em inglês, ACHO que sim. Não é difícil achar spoilers na internet, caso você esteja curioso.

1 – Bloody Kiss (mangá)

Não, eu não pus Bloody Kiss no topo desse top porque acho que seja a melhor e mais original história de vampiros já escrita. Ela não é. É uma série em seis capítulos do bom e velho drama adolescente no bom e velho estilo japonês.

Está aqui porque estamos falando de influências que eu tive, e trabalhos que foram especialmente significativos para mim, lembra? (Egocêntrica? Eu? O blog é meu, cacilda.) Bom, Bloody Kiss foi o mangá que me ajudou a dar a tônica final ao casal de Noturno em Sol Maior (vulgo O Conservatório, pra quem ainda não viu que troquei o nome).

Vou dar um breve resumo da trama, e quando lerem o Noturno, vocês me digam se entenderam porque Bloody Kiss está aqui no topo. :B

O mangá conta a história de Kiyo, uma garota adolescente que é órfã de mãe e cujo pai foi preso por um crime que não cometeu. Seu sonho é se tornar uma advogada para provar a inocência do pai. Ela foi criada por tios que a rejeitavam pela infâmia de seu pai, e com quem nunca pôde contar para nada. Quando sua avó morre, ela deixa para Kiyo uma mansão caindo aos pedaços e a moça decide vendê-la e usar o dinheiro para custear sua faculdade de Direito.

O que ela não esperava é que fosse encontrar dois vampiros vivendo nessa mansão. Ou melhor, um e meio... Kuroboshi e Alsh fugiram da convivência dos outros vampiros porque Kuroboshi é um dampiro (pai vampiro, mãe humana) e, por isso, foi rejeitado por sua sociedade. Alsh é seu servo, e não fica muito claro seu parentesco com Kuroboshi, se é que existe. A avó de Kiyo permitiu que eles se refugiassem em sua mansão e, se ela for vendida, eles estão no olho da rua.

Bom, resumindo, Kiyo e Kuroboshi vão se aproximando graças a várias situações, bláblá, história de sempre. O que tem nela que gostei tanto, então?

Primeiro, a Kiyo é uma garota forte. Não forte no sentido de que ela salva o mundo todo dia na hora do almoço, mas forte no sentido de que ela não fica simplesmente ao sabor da trama. Na verdade, os capítulos todos de Bloody Kiss giram em torno das escolhas dela. O Kuroboshi é aquele típico cara folgado que não tem o mínimo respeito pelo espaço pessoal dos outros, mas ele raramente faz algo com Kiyo sem que ela permita. Da primeira vez que eles se encontram, quando ele tenta mordê-la, ela ela se assusta, fica paralisada... e o lança longe com um golpe de karatê. Além disso, a moça é determinada e esforçada – ela não conquista NADA na história sem uma boa dose de esforço pessoal e sacrifícios.

A segunda coisa que mais me atrai é o fato de que a Kiyo e o Kuroboshi são complementares. Não é a velha história da garota violenta e forte que aprende a ser doce e feminina depois de se apaixonar. Ao mesmo tempo em que aprendem coisas juntos, eles ainda são essencialmente os mesmos ao fim da trama. Nenhum dos dois “se domestica” pelo outro e isso é algo singularmente raro em shoujos com esse tipo de protagonistas.

A terceira coisa que eu mais gosto é que a história é uma comédia, é super para cima, e nenhum personagem fica de “mimimi, o mundo não presta” por mais que dois ou três quadrinhos. :B

Menções honrosas:

Don Drácula (anime)

O anime é um clássico e eu assisti quando era criança. Gostava o bastante para me lembrar da Sangria quando cresci, mas, infelizmente, não fui muito mais longe do que isso... Por isso a posição no top está tão aqui para baixo.

Andei assistindo os poucos episódios que vieram para o ocidente (três ou quatro, se me lembro bem) e percebo por que eu gostava. As histórias são simples, o humor é bobo, mas eu me lembro bem de que, na infância, eu era ainda mais sentimental do que sou hoje.

Entrevista com o Vampiro (filme)
  
Já falei dele quando fiz o top 10 de livros, logo, não vou me repetir. Mas gostava muito desse filme cheio de colírios para os olhos de garotas adolescentes. *aiai*

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

O Baronato de Shoah - A Canção do Silêncio

Antes de mais nada: tava aqui vendo as keywords do blog (aquelas palavras que o povo digita no Google pra parar aqui) e me deparo com:

quero conseguir um contato com um vampiro tauriano

Pouco mais para frente, acho:

tem um vampiro me seguindo o que significa

Caros(as) leitores(as), vampiros vivem de sangue que catam das pessoas desavisadas. Stalkear é uma segunda natureza para eles. Pense nisso antes de procurar contatos com vampiros. #fikdik

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Bom, mas o que interessa é que li recentemente o romance Baronato de Shoah - A Canção do Silêncio, do José Roberto Vieira. E aí, conhece o gênero steampunk? Não? Deveria, seu desinformado. Vai lá na wikipedia, que eu espero.

Como assim eu deveria ter explicado aqui? Cambada de folgado que quer tudo na mão...

Enfim, tão aí as impressões:


Que fique claro que eu GOSTEI do livro. Sei lá porque tem gente que acha que comparar com videogame é diminuir alguma coisa... Eu AMO videogame e desafio alguém a dizer que não gosta de nenhum joguinho.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Meus top 10 livros de vampiros

Olha, não é fácil fazer isso.

Eu li TANTA coisa, mas TANTA coisa sobre vampiros ao longo da minha vida, de contos a romances, de mangás a historinhas da Turma da Mônica, que é difícil selecionar um top 10 das histórias. Mesmo dos livros, é complicado selecionar 10 sem cometer injustiças. Ainda assim, como eu tenho preguiça de fazer um top 20 como eu amo meus leitores do blog e faço tudo por eles, resolvi montar o top. Futuramente, quero montar um top 10 histórias sobre praticantes de magia, por que estou escrevendo sobre isso no momento. :B

Uma das dificuldades em ranquear as histórias abaixo foi que "livros de vampiro" não são um gênero. Vampiros abarcam vários gêneros, do horror ao infantil. É difícil comparar um livro infantil com um de terror pra escolher um melhor. Sendo assim, ranqueei pelo nível de influência que o livro em questão teve no modo como eu vejo e escrevo os vampiros - colocando os livros que li há mais tempo por último, quando só lembro deles um eco distante.

Mas chega de papo e simbora:

10 - Série Draculinha (Carlos Queiroz Telles)

São livros infantis que conheci na aurora da minha vida, na minha infância querida, que... bom, vocês entenderam. Os livros do Draculinha são uma sátira escrachada da Tradicional Família Brasileira. É meio pastelão hoje que sou adulta, mas eu adoraaaava quando era criança. Tinha um tom diferente dos outros livros infantis e eu gostava da Dracunilda. Por muito tempo, foi uma das únicas vampiras não-femme-fatale que eu conheci e isso era sempre um refresco.

9 - O diário de um vampiro (Hudson Simão) - não confundir com a série Diários de um Vampiro, OK?

Esse livro infanto-juvenil era meio um guilty pleasure de adolescente, mas ele tem seus méritos. Ele conta a história do Augustus, um gentil cavalheiro polonês que salva um homem mortalmente ferido e, como recompensa, esse homem o transforma em vampiro. O livro está cheio de umas coisas bizarras e contraditórias, do tipo: no seu diário, Augustus anota que foi instruído a tomar TRÊS VEZES O SEU PESO em sangue TODA NOITE. Matemática, caras: um homem médio pesa em torno de 70 kg. Três vezes o seu peso é 210 kg. Um ser humano médio tem uns 6 L de sangue no corpo. Como sua densidade é bem próxima à da água, cada litro de sangue pesa pouco mais de 1 kg. Logo, o cara teria que secar nada menos que 35 pessoas adultas POR NOITE. Mas, mais pra frente, tem uma seca na cidade e Augustus comenta que, antes da seca, um humano saudável podia alimentar até dois vampiros. É. Nesse níuvo.

Ainda assim, eu li e reli porque gosto da atitude positiva do Augustus e da Clarice, a esposa dele. Nenhum dos dois vai pro cantinho da vergonha choramingar porque não gosta de matar humanos, mas é preguiçoso demais pra pensar em outro método de conseguir sangue. E isso não faz deles monstros amorais, o que costuma ser o outro lado do espectro. E além de tudo, a história é uma aventura e eu gosto de aventuras.

8 - Sete faces do terror (Vários) - A marca da serpente (Carlos Queiroz Telles - é, de novo - conto)

Antes que você abra a boca: meu blog, minhas regras. Eu quis falar sobre um conto, posso?

Esse conto específico eu cito porque achei muito legal. Muito legal mesmo. Legal o bastante para eu ter andado anos com o xerox dele antes de comprar o Sete Faces em um sebo. Olha, mais uma vez: essa é uma lista pessoal. Aposto que você pode vir com milhares de contos de vampiros mais originais, mais intrigantes ou mais bem escritos que esse, mas foi o impacto que ele me causou que faz ele vir aqui. E, pra ser honesta, não tem taaaaaantos contos de vampiros melhores que esse circulando por aí em papel impresso. :P

A Marca da Serpente conta a jornada de Vlad (nãããão), um vampiro que resolveu ir pra Inglaterra, mas foi preso na primeira mordida. Como o enforcamento não resolveu para ele, resolveram degredar o demônio pro Brasil. Aqui, ele dorme um sono de um século e, quando acorda, ele não sabe se tem mais sede de sangue ou de companhia. Numa fazenda isolada, ele conhece uma moça bonita e decide que a quer - ele não se apaixona e quer conquistá-la, ele a quer - uma decisão que vai ter consequências inesperadas.

Uma nota curiosa: eu ouvia os sons desse conto. De alguma maneira que não sei explicar, eu ouvia.

7 - O vampiro que descobriu o Brasil (Ivan Jaf)

Esse livro só está aqui embaixo pelo tempo que eu li. Não, veja a premissa: Antonio era um português tranquilo, dono de uma taverna. Daí, um vampiro o ataca, mas por razões misteriosas, larga a "refeição" pela metade e o resultado é um gajo de presas longas. Um vampiro amigável, condoído com a situação do Antonio, explica que, para voltar a ser humano, ele deve matar o seu "criador" e aspirar suas cinzas. E explica que o Velho, o dito criador, está possuindo um corpo e embarcando na frota de Pedro Álvares Cabral.

Antonio tenta de tudo para matar o Velho antes disso, mas sem sucesso, acaba embarcando no navio e torcendo para resolver tudo e voltar para casa o quanto antes. Infelizmente, o plano não dá lá muito certo, e ele termina no Brasil, perseguindo o Velho pelos próximos 500 anos. A história é deliciosa e uma excelente desculpa para ensinar História do Brasil. O momento em que o Antonio grita "CHEGA!" e resolve fazer seus poderes servirem para alguma coisa prática é uma das melhores cenas do livro todo.

6 - Os Sete (André Vianco) & Alma e Sangue - O Despertar do Vampiro (Nazarethe Fonseca)

Quem disse que não posso pôr dois livros em uma posição? O top 10 é meu, criatura!

Tá, o Vianco pode não ser um primor da literatura, mas duas coisas você precisa admitir: Os Sete é um marco da literatura de vampiros no Brasil e o livro é divertido. Literatura cinematográfica no que tem de melhor e pior, e realmente recomendo. Não foi por pura sorte de principiante que o livro vendeu horrores, a ponto do Vianco conseguir emplacar mais um monte de livros e merecer uma exposição em homenagem a ele. O Diego já resenhou aqui.

Alma e Sangue, da Nazarethe, não teve tanto hype, mas também se tornou bastante popular. A escritora já escrevia romance com sanguessugas bem antes de Crepúsculo dar as caras, mas seus romances açucarado são, na verdade, azedinhos-doces. Ou seja, saborosos o bastante pra não te darem diabetes. Pra quem gosta do gênero, vale uma boa olhada.

5 - Vampiro: A Máscara - Livro do Jogador (?)

Mais uma vez, nem uma palavra sobre o que vale e o que não vale aqui. Esse é um livro, certo? Fala sobre vampiros, certo? Então, shhh.

Não dá pra negar que VtM (Vampire, the Masquerade - os americanos amam siglas, e elas facilitam a vida) influenciou toda uma geração. Eu nunca joguei RPG presencial na vida (só de videogame :B), mas eu conhecia VtM e cheguei a pegar o livro do jogador emprestado de um amigo só para conhecer sua mecânica e a história permeando o cenário.

As historinhas online mostrando a interação entre um membro estereotípico de cada clã me divertiam um bocado, e eu admirava como o jogo tinha conseguido compilar praticamente todos os poderes e características que os vampiros tinham ganhado em todo o século XX. E mais, de uma forma coesa e agradável. Nosferatu, Drácula e Louis são bem diferentes entre si, mas os três podem ganhar uma ficha de personagem de VtM bem arrumadinha e completa.

Ainda assim, o cenário não me pegou o bastante para eu querer escrever histórias baseadas nesse universo, por exemplo. Sei lá, acho que era justamente isso, todo tipo possível e imaginável de vampiros rondavam esse cenário, e eu não era necessariamente fã de todos eles. Além disso, acho que li contos DEMAIS baseados no universo de VtM, e isso me deixou meio enjoada. Ainda assim, reconheço o mérito do bicho.

4 - Entrevista com o vampiro (Anne Rice)

Agora é o seguinte. Eu SEI que estou devendo a leitura de O Vampiro Lestat até hoje. Eu SEI. Mas acho que Entrevista me encantou e traumatizou um bocado para os demais da autora. Vejamos se me explico.

Quando assisti Entrevista com o Vampiro na TV, tudo o que eu posso dizer foi que eu fiquei *_________*

Só um emoticon explica isso apropriadamente. Não só os atores era lindos (a garota que nunca suspirou por eles que atire a primeira pedra!), mas deve ter sido o primeiro filme de vampiros - sem ser comédia - em que eles não eram os vilões a serem caçados e destruídos para trazer a felicidade aos mocinhos. Isso era diferente, para dizer o mínimo, e me pegou em cheio. Tempos depois, peguei o livro emprestado (não me lembro bem onde) e devorei. Eu devia ter o quê? Quatorze anos? Quinze? Sei lá, algo assim. O livro me fascinou porque era grande, denso e com uma trama que fazia sentido (e melodramático no ponto para um adolescente, embora isso eu só tenha percebido mais tarde...). E claro que eu sempre imaginava o Louis como o Brad Pitt.

Recentemente, comprei e fui reler o livro e fui obrigada a parar, por que a emice afetada do Louis me cansou antes das 100 primeiras páginas. Acho que tenho que estar no humor certo para ler o livro. Enfim, Anne Rice está mais para cima no top 10 porque os livros dela são seminais para as histórias modernas de vampiros (Crepúsculo é uma simples flanderização* de Anne Rice), porque eu acho que ela escreve bem em comparação com os derivados dela e pelo que o livro significou para mim quando o li. Mas não entrou pro top 3 porque já tem algum tempo que ele não me influencia em nada a não ser piadas. :P

3 - O vampiro antes de Drácula (Marta Argel e )

É um ensaio sobre os vampiros na literatura antes da publicação do livro Drácula (o que, você não sabia que existiam? ಠ_ಠ) com uma série de contos escolhidos entre os que os autores acharam ser o melhor da literatura vampírica do século XIX pré-Drácula.

Eu já sabia de muito do que foi falado, e li muita coisa nova nesse livro, também. Acho uma leitura super-hiper-mega-válida para metade dos críticos que ficam de "mimimi, vampiros têm que ser assim, vampiros têm que ser assado, mimimi, essa geração tá perdida" e para muitos autores que saem copiando e/ou flanderizando VtM.

2 - Carmilla (Sheridan Le Fanu)

Aaaaaah, os clássicos. Não estão nessa posição porque eu acho que tudo o que foi feito depois é pior. Estão nessa posição porque gosto deles e pronto. Eles permitem uma liberdade que os trabalhos posteriores tiraram um pouco.

Não acontece nada de muito eletrizante em Carmilla, e, ainda assim, é uma história poderosa. Foi depois de ler que eu criei a Bessie, em Bram & Vlad. A personagem-título é interessante, e a novela tem algo que muitos tentam, mas não conseguem criar: atmosfera. É uma atmosfera meio sinistra, meio inquietante, com um toque de exotismo. Acho que se pode dizer que é uma atmosfera gótica, mas em um nível que só alguém que viveu na Inglaterra do século XIX consegue criar. Aliás, eu acho esse o erro de muito escritor recente: tentar imitar uma atmosfera de um tempo que a pessoa não viveu, nem vivenciou, ao invés de tentar criar sua própria atmosfera sinistra.

Enfim, Carmilla é uma novela tensa, e muito interessante. E só por ter vários elementos que iriam mais tarde alcançar seu ápice em Drácula, já merece uma menção honrosa.

1 - Drácula (Bram Stoker)

Por que esse é meu livro preferido? Primeiro, por ser um dos únicos que me fez torcer de verdade pelos humanos e não pelo vampiro. Segundo, porque adoro vários dos personagens, mesmo que metade deles sejam só clichês andantes com um nome pregado. A outra metade faz valer a pena. E terceiro porque ele pega aquela atmosfera de Carmilla e eleva à décima potência.

Sério, Drácula ainda não perdeu o posto de uma das melhores histórias de vampiros de todos os tempos e não é à toa que o Conde é uma figura tão icônica da Era Vitoriana. Acho que não posso dar um testemunho maior do quanto amo esse livro do que ter nada menos que um blog de tirinhas que é basicamente uma fanfic de Drácula.

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E é isso. Mais uma vez: esses foram os livros que me marcaram, na ordem de significação que tiveram para mim. Não fiz esse top 10 com base em qualidade, originalidade ou o que quer que seja, mas na ordem do quão interessante achei a leitura.

Ah, por que Crepúsculo não entrou? Eu já disse, é uma flanderização de Anne Rice.

*Flanderização é quando você pega um traço da personalidade de um personagem e exagera até o personagem virar uma caricatura. Foi divertido ler a série Crepúsculo, admito, mas não trouxe muitos elementos novos para a minha bagagem. Pelo menos, não o bastante para merecer estar no top 10. Histórias de amor entre vampiro e humana, já li melhores (A Marca da Serpente, por exemplo), histórias envolvendo vampiros e adolescentes, idem (n mangás, só para começo de conversa), o Louis da Anne Rice meio que brilha ao luar, e rivalidade vampiros x lobisomens, dá até preguiça de contar. Ainda assim, ao codificar esses elementos, a obra de Stephenie Meyer provavelmente figuraria em uma lista de obras que acho importantes para entender a literatura de vampiros, por mais que doa no coração de muita gente de mente mais estreita. Desenvolvo isso mais em outro dia.

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Enquanto você lê este post, estou preparando um top 10 (talvez 20) de vampiros em outras mídias, e um top 10 livros de vampiros que eu gostaria de ter lido, mas o din-din não deixou.

Qualquer hora estarão aí.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Neon Azul, ou Cris me odeia

Postei essa tirinha só porque a Cris me desafiou a fazê-lo. E porque quem lê blogs como esse aqui é nerd o bastante para não poder tirar sarro da minha cara sem levar uma de volta.

O Neon Azul, romance do Eric Novello, é um tal de "romance fix-up" noir, o que é um nome bonitinho para um punhado de contos interligados que acontece em um mesmo universo. No caso, o universo do bar Neon Azul e seus frequentadores bizarros.



Eu tenho hábitos noturnos por natureza, não porque fico na internet a madrugada inteira. E tenho um sobretudo preto cheio de botões legais. O que mais preciso pra ser noir?

sábado, 17 de dezembro de 2011

Mini-review do Kindle 4

Plantão especial no blog do Conservatório!

Comprei um Kindle 4 de autopresente de Natal e achei legal fazer um review aqui. \o\

Tá, é melhor começarmos devagar. Nem todo mundo sabe o que é um kindle, então, vamos explicar. Curto e simples, o kindle é um aparelho que te permite ler ebooks (vulgos livros virtuais). Antes que algum MacChato venha falar que "blablabla o iPad faz isso, fora o iPad nada mais é necessário blablabla", é preciso explicar: o iPad é um tablet. O kindle PARECE um tablet, mas está longe de ser um. O kindle serve pra ler livros, e só. Por outro lado, o iPad até pode ser usado pra ler ebooks, mas a tela luminosa faz todos que tentaram ler livros nele reclamarem.

A tela do kindle tem uma tecnologia chamada "e-ink", que permite que a tela seja fosca e sem brilho. Com isso, ele parece com uma página impressa. O Mushi-san comprou um quando ele ainda era Kindle 2, e fez um review muito bom de três partes. Vou dar o link pras três partes aqui, visitem e conhecerão melhor o kindle. LEIAM, porque vou me focar nas diferenças do meu kindle pro dele. Não tem sentido eu escrever de novo tudo o que o Mushi disse e muito bem dito. :P Podem ir lá, eu espero.

Parte 1: http://www.mushi-san.com/geladeira/2010/08/o-review-do-kin.php
Parte 2: http://www.mushi-san.com/geladeira/2010/12/o-review-do-kin-1.php
Parte 3: http://www.mushi-san.com/geladeira/2011/01/o-review-do-kin-2.php
Comparativo do kindle com outros leitores de ebooks: http://www.mushi-san.com/geladeira/2010/08/gato-sabido-e-p.php

Foram? Mesmo? Se não, que coisa mais feia! Voltem lá e cliquem! ò.ó

E agora? Foram? Beleza, vamos continuar.

Primeiro, como consegui meu kindle? Bom, minha mãe me chamou a atenção para uma oferta de kindle num site de cupons. De R$990,00, ele estava saindo a R$300,00. Apesar de R$990,00 ser um preço inflacionado, o preço do cupom estava até bem razoável. Nos States, o preço do Kindle 4 com spam (explico isso mais tarde) é US$79,00. Convertido para reais, mais impostos de importação (o Mushi mostrou uma notinha dizendo que são mais de duzentos reais de impostos, embora isso seja flutuante), um Kindle 4 dificilmente sairia no Brasil por menos de R$400,00. Sendo assim, comprei o cupom e esperei.

Foi uma novela até eu ter em mãos o aparelhinho. Demorou o dobro do tempo previsto pelo site, mas chegou. Não vou dizer qual site que foi. Não foi traumática para mim a espera, mas um amigo meu, apesar de receber o kindle um dia antes de mim, quase infartou (hehe). Sendo assim, não vou me responsabilizar pela reputação do site, nem dar uma dica que possa dar dor de cabeça para alguém.

No início, pesei bem a decisão. O Kindle 4 é bem mais básico que o Kindle 2 e eu não sabia se valia a pena. Para começar, o 4 não tem saída de som. Até aí, tudo bem. Não sou de ouvir música enquanto leio e nem sou deficiente visual. Bom, e mesmo que fosse, tenho um celular com tocador de mp3, não preciso de outro tocador de mp3. A falta que eu achava mais grave era o teclado. Vejam a carinha do Kindle 4:

Pequenininho, né? E sem o teclado. :(

Mas depois que pensei bem... Ele é um aparelho de LEITURA. Não é pra entrar na internet (pra isso servem os tablets), e nem sou do tipo que fica digitando notinhas no livro. Pra falar a verdade, mesmo no kindle com teclado, é chato colocar essas notas. Assim, acabei vendo que valia a pena comprar o 4 sequinho. Naturalmente, quem está lendo esse review e preferir um kindle mais completo, existe toda uma linha lançada juntamente com o Kindle 4: o Kindle Keyboard,  com teclado, o Kindle Touch, que tem tecnologia touchscreen, o Kindle 3G, com cobertura 3G (duh!) e até o Kindle Fire, que é um tablet de custo beeeem mais baixo que o iPad.

Agora, no terreno das vantagens, o Kindle 4 (e os demais de sua linha) têm tradução para o português e dicionário em português! :D A tela inicial do kindle lista os livros que você tem armazenados. Quando você aperta o botão menu (o primeiro à direita do direcional), surge esse menu:

Screenshot gentilmente cedida pelo meu amigo infartado. xD

Onde está escrito "Experimental" fica o navegador do kindle, que você usa pra entrar na internet. Ele é muito primitivo e o teclado virtual (que você usa navegando com as teclas direcionais - dá trabalho) desencoraja um pouco seu uso. Mas é bom saber que ele está ali, para você baixar livros quando quiser. Apesar de não ter 3G, o Kindle 4 tem Wi-Fi.

As propagandas. Sobre elas, só sofre desse mal quem encomendou um kindle pra um amigo nos EUA, porque quem importa via Amazon paga 30 dólares a mais e fica livre delas. Mas, se você, como eu, foi "premiado" com o kindle com spam, tem que enfrentar isso:

Com propaganda e sem propaganda

...que nem é grande coisa, admito. Só um bannerzinho no fim da página. O graaande problema é que pôsteres de propaganda substituem a proteção de tela bonitosa do kindle. D: (Não dá pra tirar screenshot pra mostrar, mas, em resumo, a proteção de tela é o desenho que o kindle mostra quando está desligado. Ter propagandas como proteção de tela é ter seu kindle funcionando como um folheto de anúncio ao ser desligado.) Dizem que tem como contornar isso. Por ora, vou ficar quietinha até ter certeza de que funciona sem bugs.

Sobre o uso do kindle propriamente dito: o Mushi resumiu muito bem isso no review dele. Só vou frisar o quanto você deve ter cuidado com pdfs: Abaixo, um exemplo de pdf que deu errado (o da direita - juro que não usei photoshop pra pôr o FFFFUUU, isso é da minha monografia. xD) e de um que deu certo (à esquerda). Não dá pra saber de antemão qual pdf vai sair bem ou não, então, é tentativa e erro. Mas dica: pdfs com fonte times 12 ou arial 10 provavelmente vão sair beeem ruins.

Clique para aumentar e ver o estrago

O kindle é em preto e branco e tudo, mas isso não o impede de mostrar bem as ilustrações, mesmo que, originalmente, elas sejam coloridas. Abaixo, a capa do livro beta do Mushi. No DA dele, vocês podem ver o desenho original, colorido, para compararem: http://mushisan.deviantart.com/gallery/#/d3as6dy


Em resumo: o kindle não é tablet. Não serve pra entrar na internet, jogar, nem nada no gênero. Mas é uma mão na roda pra quem é viciado em leitura e não quer ler na frente de um computador. Já fiz o teste de ler nele, e cansa menos a vista que um livro de papel, por que o fundo não é branco e dá menos contraste com as letras. Cabe coisa pra caramba nele, ele é leve e prático. A falta do teclado, que me parecia um defeito, acaba diminuindo a poluição visual da tela e fazendo o kindle mais próximo de um livro. Os botões de passar a página ficam no lugar EXATO em que meus dedões tocam quando seguro normalmente o aparelho.

Se você estiver querendo um leitor de ebooks, pode comprar o kindle sem medo. Repetindo bem repetido: ele lembra um tablet no formato, mas não é um iPad, nunca quis ser um iPad, e não compete com o iPad. Ele é, para quem gosta de ler, o que o tocador de mp3 é para quem gosta de ouvir música, nada mais e nada menos. E cumpre muito bem esse papel.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Annabel & Sarah, Y U NO?

Seguindo com as tiras, essa história, eu vi acontecer. Envolve o Dario, que usa esse topete desde antes de isso ser socialmente aceitável, e a Flávia, que é a própria Derpina encarnada.

Em defesa do Dario, quase todos os garotos, enganados pela capa rosa, reagem dessa forma. E não, esse não é o Jim real na foto. Nós, não-humanos, temos que zelar pela segurança das identidades uns dos outros.