Crepúsculo seria bem mais legal se fosse uma sátira. Quer dizer, um vampiro não poder sair no Sol porque brilha? Imaginem o potencial imenso de piadas com um machão/gótico/metaleiro que vire vampiro! Ia ser a bofetada do século na cara dos posers!
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segunda-feira, 2 de abril de 2012
É. Eu li Crepúsculo. Me processem.
Era para eu ter postado isso ontem, mas a Annette nos chamou na sede da Polícia e disse: "Hoje vocês terão 4 horas de treinamento extra." Quando viu nossas faces caídas por termos trabalho num domingo, ela acrescentou: "Rá! Primeiro de abril! São seis horas de treinamento! Agora mexam-se!" #estagiáriodadepressão
segunda-feira, 12 de março de 2012
Série House of Night
Já disse pra vocês que tenho um rival? Que ele é inglês e vira e mexe me manda presentes de grego do exterior? (Hi, Robin! o/) Pois é, eu tenho. E sempre que sai um novo livro ruim de vampiros, ele me manda. Antigamente, eles chegavam em envelopes de papel pardo, uma ou duas vezes por ano. Hoje, recebo uma caixa cheia deles todo mês.
Tá, estou exagerando. Ele não gasta tanto dinheiro assim só pra me trollar. Mas poderia.
Abaixo, uma #truestory de quando ele me mandou House of Night em inglês.
Tá, estou exagerando. Ele não gasta tanto dinheiro assim só pra me trollar. Mas poderia.
Abaixo, uma #truestory de quando ele me mandou House of Night em inglês.
Sempre que vejo "vampyre", sem ser no conto do Polidori, sei que a coisa vai ser brega. É mais ou menos como abrir um livro e ver que o protagonista se chama Phyllyphy.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
O Baronato de Shoah - A Canção do Silêncio
Antes de mais nada: tava aqui vendo as keywords do blog (aquelas palavras que o povo digita no Google pra parar aqui) e me deparo com:
quero conseguir um contato com um vampiro tauriano
Pouco mais para frente, acho:
tem um vampiro me seguindo o que significa
Caros(as) leitores(as), vampiros vivem de sangue que catam das pessoas desavisadas. Stalkear é uma segunda natureza para eles. Pense nisso antes de procurar contatos com vampiros. #fikdik
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Bom, mas o que interessa é que li recentemente o romance Baronato de Shoah - A Canção do Silêncio, do José Roberto Vieira. E aí, conhece o gênero steampunk? Não? Deveria, seu desinformado. Vai lá na wikipedia, que eu espero.
Como assim eu deveria ter explicado aqui? Cambada de folgado que quer tudo na mão...
Enfim, tão aí as impressões:
Que fique claro que eu GOSTEI do livro. Sei lá porque tem gente que acha que comparar com videogame é diminuir alguma coisa... Eu AMO videogame e desafio alguém a dizer que não gosta de nenhum joguinho.
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Neon Azul, ou Cris me odeia
Postei essa tirinha só porque a Cris me desafiou a fazê-lo. E porque quem lê blogs como esse aqui é nerd o bastante para não poder tirar sarro da minha cara sem levar uma de volta.
O Neon Azul, romance do Eric Novello, é um tal de "romance fix-up" noir, o que é um nome bonitinho para um punhado de contos interligados que acontece em um mesmo universo. No caso, o universo do bar Neon Azul e seus frequentadores bizarros.
O Neon Azul, romance do Eric Novello, é um tal de "romance fix-up" noir, o que é um nome bonitinho para um punhado de contos interligados que acontece em um mesmo universo. No caso, o universo do bar Neon Azul e seus frequentadores bizarros.
Eu tenho hábitos noturnos por natureza, não porque fico na internet a madrugada inteira. E tenho um sobretudo preto cheio de botões legais. O que mais preciso pra ser noir?
sábado, 17 de dezembro de 2011
Mini-review do Kindle 4
Plantão especial no blog do Conservatório!
Comprei um Kindle 4 de autopresente de Natal e achei legal fazer um review aqui. \o\
Tá, é melhor começarmos devagar. Nem todo mundo sabe o que é um kindle, então, vamos explicar. Curto e simples, o kindle é um aparelho que te permite ler ebooks (vulgos livros virtuais). Antes que algum MacChato venha falar que "blablabla o iPad faz isso, fora o iPad nada mais é necessário blablabla", é preciso explicar: o iPad é um tablet. O kindle PARECE um tablet, mas está longe de ser um. O kindle serve pra ler livros, e só. Por outro lado, o iPad até pode ser usado pra ler ebooks, mas a tela luminosa faz todos que tentaram ler livros nele reclamarem.
A tela do kindle tem uma tecnologia chamada "e-ink", que permite que a tela seja fosca e sem brilho. Com isso, ele parece com uma página impressa. O Mushi-san comprou um quando ele ainda era Kindle 2, e fez um review muito bom de três partes. Vou dar o link pras três partes aqui, visitem e conhecerão melhor o kindle. LEIAM, porque vou me focar nas diferenças do meu kindle pro dele. Não tem sentido eu escrever de novo tudo o que o Mushi disse e muito bem dito. :P Podem ir lá, eu espero.
Parte 1: http://www.mushi-san.com/geladeira/2010/08/o-review-do-kin.php
Parte 2: http://www.mushi-san.com/geladeira/2010/12/o-review-do-kin-1.php
Parte 3: http://www.mushi-san.com/geladeira/2011/01/o-review-do-kin-2.php
Comparativo do kindle com outros leitores de ebooks: http://www.mushi-san.com/geladeira/2010/08/gato-sabido-e-p.php
Foram? Mesmo? Se não, que coisa mais feia! Voltem lá e cliquem! ò.ó
E agora? Foram? Beleza, vamos continuar.
Primeiro, como consegui meu kindle? Bom, minha mãe me chamou a atenção para uma oferta de kindle num site de cupons. De R$990,00, ele estava saindo a R$300,00. Apesar de R$990,00 ser um preço inflacionado, o preço do cupom estava até bem razoável. Nos States, o preço do Kindle 4 com spam (explico isso mais tarde) é US$79,00. Convertido para reais, mais impostos de importação (o Mushi mostrou uma notinha dizendo que são mais de duzentos reais de impostos, embora isso seja flutuante), um Kindle 4 dificilmente sairia no Brasil por menos de R$400,00. Sendo assim, comprei o cupom e esperei.
Foi uma novela até eu ter em mãos o aparelhinho. Demorou o dobro do tempo previsto pelo site, mas chegou. Não vou dizer qual site que foi. Não foi traumática para mim a espera, mas um amigo meu, apesar de receber o kindle um dia antes de mim, quase infartou (hehe). Sendo assim, não vou me responsabilizar pela reputação do site, nem dar uma dica que possa dar dor de cabeça para alguém.
No início, pesei bem a decisão. O Kindle 4 é bem mais básico que o Kindle 2 e eu não sabia se valia a pena. Para começar, o 4 não tem saída de som. Até aí, tudo bem. Não sou de ouvir música enquanto leio e nem sou deficiente visual. Bom, e mesmo que fosse, tenho um celular com tocador de mp3, não preciso de outro tocador de mp3. A falta que eu achava mais grave era o teclado. Vejam a carinha do Kindle 4:
Mas depois que pensei bem... Ele é um aparelho de LEITURA. Não é pra entrar na internet (pra isso servem os tablets), e nem sou do tipo que fica digitando notinhas no livro. Pra falar a verdade, mesmo no kindle com teclado, é chato colocar essas notas. Assim, acabei vendo que valia a pena comprar o 4 sequinho. Naturalmente, quem está lendo esse review e preferir um kindle mais completo, existe toda uma linha lançada juntamente com o Kindle 4: o Kindle Keyboard, com teclado, o Kindle Touch, que tem tecnologia touchscreen, o Kindle 3G, com cobertura 3G (duh!) e até o Kindle Fire, que é um tablet de custo beeeem mais baixo que o iPad.
Agora, no terreno das vantagens, o Kindle 4 (e os demais de sua linha) têm tradução para o português e dicionário em português! :D A tela inicial do kindle lista os livros que você tem armazenados. Quando você aperta o botão menu (o primeiro à direita do direcional), surge esse menu:
Onde está escrito "Experimental" fica o navegador do kindle, que você usa pra entrar na internet. Ele é muito primitivo e o teclado virtual (que você usa navegando com as teclas direcionais - dá trabalho) desencoraja um pouco seu uso. Mas é bom saber que ele está ali, para você baixar livros quando quiser. Apesar de não ter 3G, o Kindle 4 tem Wi-Fi.
As propagandas. Sobre elas, só sofre desse mal quem encomendou um kindle pra um amigo nos EUA, porque quem importa via Amazon paga 30 dólares a mais e fica livre delas. Mas, se você, como eu, foi "premiado" com o kindle com spam, tem que enfrentar isso:
...que nem é grande coisa, admito. Só um bannerzinho no fim da página. O graaande problema é que pôsteres de propaganda substituem a proteção de tela bonitosa do kindle. D: (Não dá pra tirar screenshot pra mostrar, mas, em resumo, a proteção de tela é o desenho que o kindle mostra quando está desligado. Ter propagandas como proteção de tela é ter seu kindle funcionando como um folheto de anúncio ao ser desligado.) Dizem que tem como contornar isso. Por ora, vou ficar quietinha até ter certeza de que funciona sem bugs.
Sobre o uso do kindle propriamente dito: o Mushi resumiu muito bem isso no review dele. Só vou frisar o quanto você deve ter cuidado com pdfs: Abaixo, um exemplo de pdf que deu errado (o da direita - juro que não usei photoshop pra pôr o FFFFUUU, isso é da minha monografia. xD) e de um que deu certo (à esquerda). Não dá pra saber de antemão qual pdf vai sair bem ou não, então, é tentativa e erro. Mas dica: pdfs com fonte times 12 ou arial 10 provavelmente vão sair beeem ruins.
O kindle é em preto e branco e tudo, mas isso não o impede de mostrar bem as ilustrações, mesmo que, originalmente, elas sejam coloridas. Abaixo, a capa do livro beta do Mushi. No DA dele, vocês podem ver o desenho original, colorido, para compararem: http://mushisan.deviantart.com/gallery/#/d3as6dy
Em resumo: o kindle não é tablet. Não serve pra entrar na internet, jogar, nem nada no gênero. Mas é uma mão na roda pra quem é viciado em leitura e não quer ler na frente de um computador. Já fiz o teste de ler nele, e cansa menos a vista que um livro de papel, por que o fundo não é branco e dá menos contraste com as letras. Cabe coisa pra caramba nele, ele é leve e prático. A falta do teclado, que me parecia um defeito, acaba diminuindo a poluição visual da tela e fazendo o kindle mais próximo de um livro. Os botões de passar a página ficam no lugar EXATO em que meus dedões tocam quando seguro normalmente o aparelho.
Se você estiver querendo um leitor de ebooks, pode comprar o kindle sem medo. Repetindo bem repetido: ele lembra um tablet no formato, mas não é um iPad, nunca quis ser um iPad, e não compete com o iPad. Ele é, para quem gosta de ler, o que o tocador de mp3 é para quem gosta de ouvir música, nada mais e nada menos. E cumpre muito bem esse papel.
Comprei um Kindle 4 de autopresente de Natal e achei legal fazer um review aqui. \o\
Tá, é melhor começarmos devagar. Nem todo mundo sabe o que é um kindle, então, vamos explicar. Curto e simples, o kindle é um aparelho que te permite ler ebooks (vulgos livros virtuais). Antes que algum MacChato venha falar que "blablabla o iPad faz isso, fora o iPad nada mais é necessário blablabla", é preciso explicar: o iPad é um tablet. O kindle PARECE um tablet, mas está longe de ser um. O kindle serve pra ler livros, e só. Por outro lado, o iPad até pode ser usado pra ler ebooks, mas a tela luminosa faz todos que tentaram ler livros nele reclamarem.
A tela do kindle tem uma tecnologia chamada "e-ink", que permite que a tela seja fosca e sem brilho. Com isso, ele parece com uma página impressa. O Mushi-san comprou um quando ele ainda era Kindle 2, e fez um review muito bom de três partes. Vou dar o link pras três partes aqui, visitem e conhecerão melhor o kindle. LEIAM, porque vou me focar nas diferenças do meu kindle pro dele. Não tem sentido eu escrever de novo tudo o que o Mushi disse e muito bem dito. :P Podem ir lá, eu espero.
Parte 1: http://www.mushi-san.com/geladeira/2010/08/o-review-do-kin.php
Parte 2: http://www.mushi-san.com/geladeira/2010/12/o-review-do-kin-1.php
Parte 3: http://www.mushi-san.com/geladeira/2011/01/o-review-do-kin-2.php
Comparativo do kindle com outros leitores de ebooks: http://www.mushi-san.com/geladeira/2010/08/gato-sabido-e-p.php
Foram? Mesmo? Se não, que coisa mais feia! Voltem lá e cliquem! ò.ó
E agora? Foram? Beleza, vamos continuar.
Primeiro, como consegui meu kindle? Bom, minha mãe me chamou a atenção para uma oferta de kindle num site de cupons. De R$990,00, ele estava saindo a R$300,00. Apesar de R$990,00 ser um preço inflacionado, o preço do cupom estava até bem razoável. Nos States, o preço do Kindle 4 com spam (explico isso mais tarde) é US$79,00. Convertido para reais, mais impostos de importação (o Mushi mostrou uma notinha dizendo que são mais de duzentos reais de impostos, embora isso seja flutuante), um Kindle 4 dificilmente sairia no Brasil por menos de R$400,00. Sendo assim, comprei o cupom e esperei.
Foi uma novela até eu ter em mãos o aparelhinho. Demorou o dobro do tempo previsto pelo site, mas chegou. Não vou dizer qual site que foi. Não foi traumática para mim a espera, mas um amigo meu, apesar de receber o kindle um dia antes de mim, quase infartou (hehe). Sendo assim, não vou me responsabilizar pela reputação do site, nem dar uma dica que possa dar dor de cabeça para alguém.
No início, pesei bem a decisão. O Kindle 4 é bem mais básico que o Kindle 2 e eu não sabia se valia a pena. Para começar, o 4 não tem saída de som. Até aí, tudo bem. Não sou de ouvir música enquanto leio e nem sou deficiente visual. Bom, e mesmo que fosse, tenho um celular com tocador de mp3, não preciso de outro tocador de mp3. A falta que eu achava mais grave era o teclado. Vejam a carinha do Kindle 4:
Pequenininho, né? E sem o teclado. :(
Mas depois que pensei bem... Ele é um aparelho de LEITURA. Não é pra entrar na internet (pra isso servem os tablets), e nem sou do tipo que fica digitando notinhas no livro. Pra falar a verdade, mesmo no kindle com teclado, é chato colocar essas notas. Assim, acabei vendo que valia a pena comprar o 4 sequinho. Naturalmente, quem está lendo esse review e preferir um kindle mais completo, existe toda uma linha lançada juntamente com o Kindle 4: o Kindle Keyboard, com teclado, o Kindle Touch, que tem tecnologia touchscreen, o Kindle 3G, com cobertura 3G (duh!) e até o Kindle Fire, que é um tablet de custo beeeem mais baixo que o iPad.
Agora, no terreno das vantagens, o Kindle 4 (e os demais de sua linha) têm tradução para o português e dicionário em português! :D A tela inicial do kindle lista os livros que você tem armazenados. Quando você aperta o botão menu (o primeiro à direita do direcional), surge esse menu:
Screenshot gentilmente cedida pelo meu amigo infartado. xD
Onde está escrito "Experimental" fica o navegador do kindle, que você usa pra entrar na internet. Ele é muito primitivo e o teclado virtual (que você usa navegando com as teclas direcionais - dá trabalho) desencoraja um pouco seu uso. Mas é bom saber que ele está ali, para você baixar livros quando quiser. Apesar de não ter 3G, o Kindle 4 tem Wi-Fi.
As propagandas. Sobre elas, só sofre desse mal quem encomendou um kindle pra um amigo nos EUA, porque quem importa via Amazon paga 30 dólares a mais e fica livre delas. Mas, se você, como eu, foi "premiado" com o kindle com spam, tem que enfrentar isso:
Com propaganda e sem propaganda
...que nem é grande coisa, admito. Só um bannerzinho no fim da página. O graaande problema é que pôsteres de propaganda substituem a proteção de tela bonitosa do kindle. D: (Não dá pra tirar screenshot pra mostrar, mas, em resumo, a proteção de tela é o desenho que o kindle mostra quando está desligado. Ter propagandas como proteção de tela é ter seu kindle funcionando como um folheto de anúncio ao ser desligado.) Dizem que tem como contornar isso. Por ora, vou ficar quietinha até ter certeza de que funciona sem bugs.
Sobre o uso do kindle propriamente dito: o Mushi resumiu muito bem isso no review dele. Só vou frisar o quanto você deve ter cuidado com pdfs: Abaixo, um exemplo de pdf que deu errado (o da direita - juro que não usei photoshop pra pôr o FFFFUUU, isso é da minha monografia. xD) e de um que deu certo (à esquerda). Não dá pra saber de antemão qual pdf vai sair bem ou não, então, é tentativa e erro. Mas dica: pdfs com fonte times 12 ou arial 10 provavelmente vão sair beeem ruins.
Clique para aumentar e ver o estrago
O kindle é em preto e branco e tudo, mas isso não o impede de mostrar bem as ilustrações, mesmo que, originalmente, elas sejam coloridas. Abaixo, a capa do livro beta do Mushi. No DA dele, vocês podem ver o desenho original, colorido, para compararem: http://mushisan.deviantart.com/gallery/#/d3as6dy
Em resumo: o kindle não é tablet. Não serve pra entrar na internet, jogar, nem nada no gênero. Mas é uma mão na roda pra quem é viciado em leitura e não quer ler na frente de um computador. Já fiz o teste de ler nele, e cansa menos a vista que um livro de papel, por que o fundo não é branco e dá menos contraste com as letras. Cabe coisa pra caramba nele, ele é leve e prático. A falta do teclado, que me parecia um defeito, acaba diminuindo a poluição visual da tela e fazendo o kindle mais próximo de um livro. Os botões de passar a página ficam no lugar EXATO em que meus dedões tocam quando seguro normalmente o aparelho.
Se você estiver querendo um leitor de ebooks, pode comprar o kindle sem medo. Repetindo bem repetido: ele lembra um tablet no formato, mas não é um iPad, nunca quis ser um iPad, e não compete com o iPad. Ele é, para quem gosta de ler, o que o tocador de mp3 é para quem gosta de ouvir música, nada mais e nada menos. E cumpre muito bem esse papel.
domingo, 11 de dezembro de 2011
Annabel & Sarah, Y U NO?
Seguindo com as tiras, essa história, eu vi acontecer. Envolve o Dario, que usa esse topete desde antes de isso ser socialmente aceitável, e a Flávia, que é a própria Derpina encarnada.
Em defesa do Dario, quase todos os garotos, enganados pela capa rosa, reagem dessa forma. E não, esse não é o Jim real na foto. Nós, não-humanos, temos que zelar pela segurança das identidades uns dos outros.
terça-feira, 29 de novembro de 2011
Resenha de Eclipse ao Pôr-do-Sol e botando ordem na budega
Vocês devem se lembrar de que, há meses sem fim, eu dei ao Diego a permissão para postar no blog e a missão de resenhar uns livros por aí, certo? Ele veio todo empolgado e começou mesmo com o negócio.
...Daí, o Blogger comeu dois posts dele com angu e ele ficou tão irritado que não quis mais nem saber de voltar aqui.
Como o ano esteve meio ocupado e magro em termos de vontade de postar qualquer coisa em qualquer lugar, perdoei o Diego e deixei o blog de lado. Até que tive mais uma das minhas ideias geniais. Fazer resenhas... em quadrinhos. :D Isso foi o bastante pra atrair o Diego de volta. Ele decidiu que vai fazer as resenhas agora, e usando os quadrinhos. Como ele não desenha (e eu tenho duas tirinhas para retomar), vamos usar quadrinhos de memes. Sim. Faremos resenhas meméticas. Problem?
Assim que tiver uma folga, eu volto aos posts com artigos. Enquanto isso, divirtam-se com os memes dieguísticos. Andei vendo as tirinhas que ele está criando pra série especial de livros de vampiros. Em uma palavra? LOL.
O agraciado de hoje é alguém a quem esse blog deve resenha há muito tempo. Antonio Luiz M. C. da Costa entra aqui com seu livro de contos Eclipse ao Pôr-do-Sol. Enjoy.
...Daí, o Blogger comeu dois posts dele com angu e ele ficou tão irritado que não quis mais nem saber de voltar aqui.
Como o ano esteve meio ocupado e magro em termos de vontade de postar qualquer coisa em qualquer lugar, perdoei o Diego e deixei o blog de lado. Até que tive mais uma das minhas ideias geniais. Fazer resenhas... em quadrinhos. :D Isso foi o bastante pra atrair o Diego de volta. Ele decidiu que vai fazer as resenhas agora, e usando os quadrinhos. Como ele não desenha (e eu tenho duas tirinhas para retomar), vamos usar quadrinhos de memes. Sim. Faremos resenhas meméticas. Problem?
Assim que tiver uma folga, eu volto aos posts com artigos. Enquanto isso, divirtam-se com os memes dieguísticos. Andei vendo as tirinhas que ele está criando pra série especial de livros de vampiros. Em uma palavra? LOL.
O agraciado de hoje é alguém a quem esse blog deve resenha há muito tempo. Antonio Luiz M. C. da Costa entra aqui com seu livro de contos Eclipse ao Pôr-do-Sol. Enjoy.
Esse ciclo se repetia a cada conto. Exceto os poucos sem partes quentes. Ah, e ele é bom de finais.
Nota: ***
sábado, 16 de abril de 2011
Sob nova direção e X-Men: First Night Class
Que raios de paradez é essa?!
Não é muita boniteza? Menina vem, cria um blog pro Conservatório, não chama ninguém de lá e ainda deixa o troço ficar às moscas. Bonito, hein?
Bom, eu sou o Diego, minha mãe é a diretora dessa bagaça e eu estou entrando na equipe desse blog pra ver se ele anda. É um blog de literatura e talz. Não sou a melhor pessoa pra se falar sobre escrever, porque nunca escrevi nada fora da sala de aula. Mas sei lá, vou ver o que posso fazer. A Adriana me deu a ideia de dar dicas de leitura, e acho que vou fazer isso. Não tenho saco pra fazer resenhas nos moldes que meu professor de literatura manda, mas acho que posso dar a qualquer um uma boa ideia se ele quer ler certo livro ou não.
Até agora, o blog vem falando de escrita, vampiros, jovens, vampiros, etc. OK. Vou dar minha opinião técnica sobre um livro de vampiros famosinho aê que eu li e achei que valia a pena comentar. Na verdade, é um livro dividido em dois volumes, por assim dizer: Os Sete e Sétimo, do André Vianco.
Os Sete começa arrastado. Uns mergulhadores desempregados acham uma caixa de prata com uns nomes nela: Inverno, Acordador, Tempestade, Lobo, Espelho, Gentil e Sétimo (não necessariamente nessa ordem). Não, essa não é a lista de chamada de X-Men: First Class. Mas acho que chega perto. Continue lendo.
A caixa tem instruções em várias línguas que são algo como "não abra, ou o apocalipse vai ser desencadeado". Como são humanos, é CLARO que eles abrem a caixa sem tomar nenhuma precaução. Dentro dessa caixa, tem sete cadáveres mumificados. Se você não percebeu que são vampiros, sai dessa caverna enquanto é tempo. Bom, isso é importante porque, na ficção, tem um campo de distorção de probabilidade em torno dos vampiros que faz com que as chances de alguém sangrar perto deles aumente 500%.
Aqui não é diferente, e vemos a mocinha da história (uma das únicas mulheres do livro INTEIRO, na verdade) ter sua participação mais útil da trama: ela se corta acidentalmente numa serra enorme e deixa o sangue cair na caixa. Essa é só a primeira das várias estupidezes que virão. Depois disso, um bando de cientistas amadores e irresponsáveis deixam um cadáver voltar a vida e destruir tudo em volta sem tomar nenhuma providência decente. É nesse ponto, um punhado de páginas chatíssimas depois da capa, que a história começa de verdade.
O lugar começa a se resfriar cada vez mais rápido (mesmo levando em conta que a história se passa no Sul do país), até que descobrimos que os nomes na caixa são os codinomes dos vampiros dentro dela, e que combinam com o poder de cada um. Como eu disse antes, X-Men: First Night Class! Os vampiros aqui não são qualquer um, não senhor, são os ancestrais diretos dos alunos do Prof. Xavier. Aposto que seu mundo caiu, agora.
Depois do showzinho do Inverno, temos basicamente três linhas narrativas: os mocinhos (bleeeeeeeeeergh), os militares e os vampiros despertos (logo, o primeiro a despertar, Inverno, se junta ao Acordador, que pode criar zumbis. Êêê.).
A linha dos mocinhos, de maneira geral, é chatééééérrima. Consiste no mocinho genre savvy fugindo à toda brida com a mocinha Brasil a dentro, repetindo o quanto a ama e a quer fazer feliz, vendo a inútil ser sequestrada e indo atrás dela depois. Sério, 9 de cada 10 falas dele são a respeito de ele querê-la segura e do lado dele. É patético. Cruzes. Irc.
A linha dos milicas é um pouco mais legal, mas é construída naquele clichê hollywoodiano de caras de uniforme morrendo às pencas enquanto enfrentam ameaça sobrenatural/alienígena, enquanto um civil durão faz todo o serviço com menos da metade do armamento.
A terceira linha é a mais legal. E não é porque é protagonizada por vampiros, mas porque é protagonizada por vampiros renascentistas descobrindo os tempos modernos. Vez por outra, de uma maneira bem engraçada. Eles começam como vilões, mas viram meio que anti-heróis nessa hora. Eu sempre torço pelos vampiros, nos livros, especialmente quando os humanos são idiotas, e nesse livro, os humanos são idiotas ao cubo. Faça as contas.
Nas três linhas, a ação é cinematográfica e abundante. É fácil vencer o calhamaço. A única coisa que fica irritante depois de algum tempo é a tentativa do Vianco de subverter a todo custo aquela coisa de "só morre quem não tem nome". Papagaios, ele dá nome até ao cara que vai ser morto dois parágrafos adiante e mostra pedacinhos da vida dele. É de enlouquecer! Gaaaah!.......
*volta do ataque epilético*
Enfim. O fim de Os Sete é um simples prólogo para Sétimo. Nesse livro, o vampiro homônimo, ao contrário de seus "irmãos", ao invés de tentar voltar para Portugal na tocaia, sem chamar a atenção, começa nada menos que um exército, pra tentar dominar o mundo. Pra tentar se dar bem nessa empreitada, ele é guiado por um daqueles vampiros emo que ficam choramingando a cada cinco minutos que se tornaram monstros, mas nunca fazem um mindinho de esforço pra conseguir sangue de forma não-letal. Posers preguiçosos e idiotas!
As linhas aqui são ligeiramente diferentes. Temos a linha narrativa do Sétimo, que é um Drácula teen, com direito a noivas vampiras gostosas (que têm como única utilidade real fazer poses sensuais, provocar os mocinhos e seduzir os incautos pra beber o sangue deles - como as noivas do Drácula). Pense num aborrecente mimado e imagine que ele virou um vampiro com superpoderes from hell: esse é o Sétimo. Dá pra sentir simpatia por ele, assim com dá vontade de meter a mão na cara dele e mandar ele tomar tento e virar gente.
Na linha do vampiro emo, as coisas estão bastante animadas, mas menos que nas outras. Afinal, ele é o mocinho desse livro, e a linha dos mocinhos é a mais chata por contrato.
Temos a linha dos vampisomens (os lobisomens do livro são vampiros que viram lobisomens na lua cheia), que é bem legal e cheia de órgãos voando. Linda.
A linha dos militares evoluiu de "bucha de canhão" para "bucha de canhão + cientistas nazistas", e o militar durão do primeiro livro foi promovido a Capitão Nascimento.
Por fim, temos a lista dos caçadores de vampiros, que são um mercenário e um descendente do maior inimigo dos vampiros do primeiro livro, um maluco que se veste de armadura de prata (!). E vou te falar, eles chutam bundas com estilo.
Sétimo é bem mais movimentado que Os Sete. E bota mais nisso. Você devora o livro. Há uma evolução notável do autor ao longo dos dois. Ao fim de Sétimo, fica claro para mim que a mensagem dos dois volumes é: "Humanos são inúteis, a menos que sejam machos incrivelmente durões. Vampiros ruleiam! Heeeeell yeeeah!". Uma admirável mensagem, se quer saber.
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Dou nota 7/10 pro conjunto. Os livros são cinema escrito, pra resumir. Não espere escrita primorosa, desenvolvimento de personagens, dramas profundos e toda essa parafernália de livros cults. Tem todos os clichês, vantagens e desvantagens de um bom filme de ação. O TOC do Vianco de dar nome pros figurantes é um saco, o que só é compensado com sua total impiedade com os protagonistas. Cara, conheci poucos autores tão carniceiros quanto ele entre os protagonistas, e isso é sempre um refresco. Recomendadíssimo pra qualquer um que goste de um bom shonen, mas não para aqueles que procurem originalidade, escrita exemplar ou personagens profundos.
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Pronto. Tem uma pilha de livros que a Adriana me deu e mandou ler pra recomendar (positivamente ou negativamente) pra vocês. Tem muitos, mas vou fazer uma enquete ali no lado com os que mais me chamaram a atenção para a próxima coluna. Vote, ou vou falar sobre Crepúsculo. E você não vai gostar, porque vou te chamar de idiota.
Tá esperando o quê?
Não é muita boniteza? Menina vem, cria um blog pro Conservatório, não chama ninguém de lá e ainda deixa o troço ficar às moscas. Bonito, hein?
Bom, eu sou o Diego, minha mãe é a diretora dessa bagaça e eu estou entrando na equipe desse blog pra ver se ele anda. É um blog de literatura e talz. Não sou a melhor pessoa pra se falar sobre escrever, porque nunca escrevi nada fora da sala de aula. Mas sei lá, vou ver o que posso fazer. A Adriana me deu a ideia de dar dicas de leitura, e acho que vou fazer isso. Não tenho saco pra fazer resenhas nos moldes que meu professor de literatura manda, mas acho que posso dar a qualquer um uma boa ideia se ele quer ler certo livro ou não.
Até agora, o blog vem falando de escrita, vampiros, jovens, vampiros, etc. OK. Vou dar minha opinião técnica sobre um livro de vampiros famosinho aê que eu li e achei que valia a pena comentar. Na verdade, é um livro dividido em dois volumes, por assim dizer: Os Sete e Sétimo, do André Vianco.
Os Sete começa arrastado. Uns mergulhadores desempregados acham uma caixa de prata com uns nomes nela: Inverno, Acordador, Tempestade, Lobo, Espelho, Gentil e Sétimo (não necessariamente nessa ordem). Não, essa não é a lista de chamada de X-Men: First Class. Mas acho que chega perto. Continue lendo.
A caixa tem instruções em várias línguas que são algo como "não abra, ou o apocalipse vai ser desencadeado". Como são humanos, é CLARO que eles abrem a caixa sem tomar nenhuma precaução. Dentro dessa caixa, tem sete cadáveres mumificados. Se você não percebeu que são vampiros, sai dessa caverna enquanto é tempo. Bom, isso é importante porque, na ficção, tem um campo de distorção de probabilidade em torno dos vampiros que faz com que as chances de alguém sangrar perto deles aumente 500%.
Aqui não é diferente, e vemos a mocinha da história (uma das únicas mulheres do livro INTEIRO, na verdade) ter sua participação mais útil da trama: ela se corta acidentalmente numa serra enorme e deixa o sangue cair na caixa. Essa é só a primeira das várias estupidezes que virão. Depois disso, um bando de cientistas amadores e irresponsáveis deixam um cadáver voltar a vida e destruir tudo em volta sem tomar nenhuma providência decente. É nesse ponto, um punhado de páginas chatíssimas depois da capa, que a história começa de verdade.
O lugar começa a se resfriar cada vez mais rápido (mesmo levando em conta que a história se passa no Sul do país), até que descobrimos que os nomes na caixa são os codinomes dos vampiros dentro dela, e que combinam com o poder de cada um. Como eu disse antes, X-Men: First Night Class! Os vampiros aqui não são qualquer um, não senhor, são os ancestrais diretos dos alunos do Prof. Xavier. Aposto que seu mundo caiu, agora.
Depois do showzinho do Inverno, temos basicamente três linhas narrativas: os mocinhos (bleeeeeeeeeergh), os militares e os vampiros despertos (logo, o primeiro a despertar, Inverno, se junta ao Acordador, que pode criar zumbis. Êêê.).
A linha dos mocinhos, de maneira geral, é chatééééérrima. Consiste no mocinho genre savvy fugindo à toda brida com a mocinha Brasil a dentro, repetindo o quanto a ama e a quer fazer feliz, vendo a inútil ser sequestrada e indo atrás dela depois. Sério, 9 de cada 10 falas dele são a respeito de ele querê-la segura e do lado dele. É patético. Cruzes. Irc.
A linha dos milicas é um pouco mais legal, mas é construída naquele clichê hollywoodiano de caras de uniforme morrendo às pencas enquanto enfrentam ameaça sobrenatural/alienígena, enquanto um civil durão faz todo o serviço com menos da metade do armamento.
A terceira linha é a mais legal. E não é porque é protagonizada por vampiros, mas porque é protagonizada por vampiros renascentistas descobrindo os tempos modernos. Vez por outra, de uma maneira bem engraçada. Eles começam como vilões, mas viram meio que anti-heróis nessa hora. Eu sempre torço pelos vampiros, nos livros, especialmente quando os humanos são idiotas, e nesse livro, os humanos são idiotas ao cubo. Faça as contas.
Nas três linhas, a ação é cinematográfica e abundante. É fácil vencer o calhamaço. A única coisa que fica irritante depois de algum tempo é a tentativa do Vianco de subverter a todo custo aquela coisa de "só morre quem não tem nome". Papagaios, ele dá nome até ao cara que vai ser morto dois parágrafos adiante e mostra pedacinhos da vida dele. É de enlouquecer! Gaaaah!.......
*volta do ataque epilético*
Enfim. O fim de Os Sete é um simples prólogo para Sétimo. Nesse livro, o vampiro homônimo, ao contrário de seus "irmãos", ao invés de tentar voltar para Portugal na tocaia, sem chamar a atenção, começa nada menos que um exército, pra tentar dominar o mundo. Pra tentar se dar bem nessa empreitada, ele é guiado por um daqueles vampiros emo que ficam choramingando a cada cinco minutos que se tornaram monstros, mas nunca fazem um mindinho de esforço pra conseguir sangue de forma não-letal. Posers preguiçosos e idiotas!
As linhas aqui são ligeiramente diferentes. Temos a linha narrativa do Sétimo, que é um Drácula teen, com direito a noivas vampiras gostosas (que têm como única utilidade real fazer poses sensuais, provocar os mocinhos e seduzir os incautos pra beber o sangue deles - como as noivas do Drácula). Pense num aborrecente mimado e imagine que ele virou um vampiro com superpoderes from hell: esse é o Sétimo. Dá pra sentir simpatia por ele, assim com dá vontade de meter a mão na cara dele e mandar ele tomar tento e virar gente.
Na linha do vampiro emo, as coisas estão bastante animadas, mas menos que nas outras. Afinal, ele é o mocinho desse livro, e a linha dos mocinhos é a mais chata por contrato.
Temos a linha dos vampisomens (os lobisomens do livro são vampiros que viram lobisomens na lua cheia), que é bem legal e cheia de órgãos voando. Linda.
A linha dos militares evoluiu de "bucha de canhão" para "bucha de canhão + cientistas nazistas", e o militar durão do primeiro livro foi promovido a Capitão Nascimento.
Por fim, temos a lista dos caçadores de vampiros, que são um mercenário e um descendente do maior inimigo dos vampiros do primeiro livro, um maluco que se veste de armadura de prata (!). E vou te falar, eles chutam bundas com estilo.
Sétimo é bem mais movimentado que Os Sete. E bota mais nisso. Você devora o livro. Há uma evolução notável do autor ao longo dos dois. Ao fim de Sétimo, fica claro para mim que a mensagem dos dois volumes é: "Humanos são inúteis, a menos que sejam machos incrivelmente durões. Vampiros ruleiam! Heeeeell yeeeah!". Uma admirável mensagem, se quer saber.
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Dou nota 7/10 pro conjunto. Os livros são cinema escrito, pra resumir. Não espere escrita primorosa, desenvolvimento de personagens, dramas profundos e toda essa parafernália de livros cults. Tem todos os clichês, vantagens e desvantagens de um bom filme de ação. O TOC do Vianco de dar nome pros figurantes é um saco, o que só é compensado com sua total impiedade com os protagonistas. Cara, conheci poucos autores tão carniceiros quanto ele entre os protagonistas, e isso é sempre um refresco. Recomendadíssimo pra qualquer um que goste de um bom shonen, mas não para aqueles que procurem originalidade, escrita exemplar ou personagens profundos.
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Pronto. Tem uma pilha de livros que a Adriana me deu e mandou ler pra recomendar (positivamente ou negativamente) pra vocês. Tem muitos, mas vou fazer uma enquete ali no lado com os que mais me chamaram a atenção para a próxima coluna. Vote, ou vou falar sobre Crepúsculo. E você não vai gostar, porque vou te chamar de idiota.
Tá esperando o quê?
sexta-feira, 26 de março de 2010
E a obrigatória resenha de... Crepúsculo
Essa TINHA que entrar no blog, ara sô. XD Talvez um dia eu também tenha coragem de postar uma que fiz sobre o simbolismo bem-mal em Drácula. Talvez.
Essa resenha foi publicada na comunidade Escritores de Fantasia, em 14/01/2009
================
Crepúsculo meio que surgiu como leitura obrigatória, para mim, principalmente pelo sucesso com as adolescentes e pré-adolescentes. Eu precisava ler, e ver até onde o livro tinha mérito por isso. Quer dizer, apesar de tudo, podia ser um livro bom. Muito restrito a seu público, mas bom. Fingi que era um artigo acadêmico e fui.
Para ser justa, preciso dizer que ele é nota 10 em termos de dizer exatamente o que uma garota no início da adolescência (e muitas ficam assim até a velhice... brr...) quer ouvir. Faça sentido, ou não. Quero dizer, meninas (a partir daqui, "meninas" vai significar qualquer mulher que aja como uma pré-adolescente, em qualquer idade) não ligam se não existem detalhes como ação, suspense, subtramas e essas coisas, desde que haja romance e fofocas. E isso, o livro tem.
Ouso dizer que, se tivesse lido Crepúsculo nos meus quinze anos, teria me envolvido bem mais com a trama. Assim como a protagonista, eu acabava de voltar para a geladeira da minha cidade natal depois de alguns anos numa cidade grande, e não estava particularmente animada.
O que me leva à conclusão interessante de que a personalidade e background de Bella parecem ter sido montados com todo o cuidado, para que a personagem tivesse empatia com o maior número possível de meninas. Quase toda adolescente/pré-adolescente pode ver alguma coisa sua nessa moça - ela parece ter sofrido todo tipo de experiência que se pode ter nessa idade.
Muitas pessoas reclamaram da falta de ação do livro, mas já expliquei isso... Ele é um livro para meninas. (Sem protestos sexistas aqui, pessoal.) Se algum rapaz gosta, é acidental. O público alvo nunca foram os homens e ponto. E posso imaginar minha irmã mais nova, de 16, devorando todas as páginas sem perder o interesse, ainda que a única briga da trama não tenha sido mostrada. (Raios! ) O fato de os vampiros brilharem ao Sol nem chega a ser um defeito (embora seja meio... ah, não consigo pensar em uma palavra que exprima isso): vocês estão carecas de saber o quanto mulheres gostam de coisas brilhantes. :D
OK, fui justa. Agora que soprei, peço licença de morder. =3
O defeito de Crepúsculo está em não ter elaborado melhor algumas coisas. Por exemplo, os diálogos entre Bella e Edward, no início da trama. Caramba! Dá pra perceber que a autora tentou criar algo misterioso, cheio de meias-respostas, e tal, pra criar um clima romântico. Pode funcionar com as meninas, mas não com um leitor mais experiente. Para mim, muitas vezes soavam como frases aleatórias, que dificilmente alguém diria numa conversa. Quando a autora, enfim, abandona a linha das meias-respostas, por parte de Edward, a coisa melhora um pouco. Mesmo assim, tem umas frases dele que, mesmo que você faça o desconto de ele ter seus 100 anos, pelo amor de Deus!
E, que fique claro, se a Bella usasse, só mais uma vez, a palavra “perfeição” para se referir a Edward, eu entraria no livro para dar um bofetão nela. Tá, toda menina cegamente apaixonada acha seu namorado perfeito. Mas tem maneiras menos acintosas de se colocar isso num livro. Mesmo num livro narrado em primeira pessoa pela adolescente em questão.
Falando nisso, acho que os personagens mais críveis na história toda são os colegas normais de Bella, e o pai da menina. Charlie é fofo. =3 Sabem, não sou muito exigente em termos de empatia com personagens. E tenho uma fraqueza vergonhosa por garotos ruivos de olhos verdes. Assim sendo, o fato de eu não ter dado a mínima para Edward Cullen é fato digno de preocupação para qualquer autor. Ainda mais com esse nome, um dos meus preferidos. (Tô falando que, se eu tivesse lido Crepúsculo há alguns anos...)
Na verdade, uma boa terapia não faria mal para os protagonistas do livro. Lembram que eu disse que Bella tinha um pouco de cada menina que pudesse ler o livro? Infelizmente, ela incorpora, e de forma alarmante, a obsessão que algumas têm pela presença do namorado. Bella não está apaixonada por Edward – ela está obcecada, de forma doentia. Tirando a perfeição (grrr...) física dele, e o fato de ele ter lá seus poderes, ela não dá mais nenhum motivo pelo qual gosta dele. Vez por outra, ela menciona que ele é gentil e atencioso, mas bem por alto. O negócio é ficar olhando pra ele, babando por ele, se derretendo quando ele olha para ela, quando sorri para ela. Mesmo levando em conta que ele tem o tal do “charme vampírico”, isso vai longe demais. E, depois que eles começam a andar juntos, a menina praticamente surta se Edward não fica com ela 24 horas por dia!
Já Edward, esse também tem sérios problemas. Acho que Bella está certa quando diz que ele tem múltiplas personalidades. É a única coisa que explica tantas mudanças de humor e tantas incoerências em tão curto espaço de tempo. Certo, eu entendi o que a Stephenie quis fazer com ele: mostrar que ele está balançado entre a vontade de estar com Bella e o medo de saltar no pescoço dela, se ficar perto demais. Perfeito. Nesse ponto, aliás, se encaixa muito bem o fato de ele estar sempre seguido a moça. Só que as atitudes dele simplesmente não fazem sentido! O mais verossímil, nessa situação, era ele não se dirigir a ela e adotar alguma linha de defesa – ou o silêncio, ou a permanente agressividade. Mesmo que se amaldiçoasse depois, por isso. Mas não, ele não pára de falar com ela. Faz a menina se derreter por ele (por falar nisso, como Bella disse, não dá pra acreditar que ele não saiba o efeito que causa nas pessoas), e depois diz “é melhor não sermos amigos”, “é melhor ficar longe de mim”... Seria melhor se a Stephenie se decidisse se queria um Edward complexado ou um Edward conquistador.
A coisa que achei mais no lugar, na personalidade do rapaz, é o fato de ele perguntar, de segundo em segundo, o que Bella está pensando. Afinal, ele estava acostumado a ler a mente de todos, e não saber o que a menina que ele gosta – justo ela – está pensando deve ser mesmo uma tortura. Isso, aliás, foi até um jeito legal de justificar o interesse dele por ela.
Outra coisa sobre Edward são todos os meses que ele passa visitando-a no quarto dela, sem rolar nada. (meses, porque li a série toda. :P) Aaaaah, qualé! Mais uma vez, a Stephanie não se decide que abordagem quer dar ao Edward, e acaba num meio termo sem bases. Se ele é tão complexado com a possibilidade de matar a Bella, o melhor era nem aparecer no quarto. Ele diz que sente desejo por ela – isso seria motivo suficiente para ou ele nem pôr os pés lá, ou mandar a precaução às favas logo de uma vez. :\ (Aliás, cá pra nós... Ficar vendo uma pessoa dormir a noite inteirinha pode ser divertido ou interessante? Por mais que ela fale no sono?!)
No fundo, Edward age como toda menina queria que o príncipe encantado agisse. Mas não sei se é possível existir alguém que aja exatamente assim. As pessoas são mais complexas que isso – mas não tão complexas a ponto de agir como Edward age.
A conclusão sobre os protagonistas é que eles não causam empatia em mim simplesmente por não terem individualidade. Bella é um amálgama de várias garotas (mais um transtorno obsessivo por Edward), e Edward é um misto de todas as expectativas que uma menina tem sobre o apaixonado ideal. Eles não são o que são, são o que querem que sejam. Isso tira muito da força deles, como personagens. Claro que eu concordo que Bella é mais um convite para que a menina se coloque no lugar da protagonista, e Edward, mais uma estátua para ser admirada (talvez por isso, Bella só goste da beleza dele, e mais nada), mas eu preferia que eles fossem mais gente.
Conclusão da leitura: a que eu esperava. Como eu disse lá no início, Crepúsculo é um livro para meninas. Só isso, mais nada. É um livro para as meninas se imaginarem, por um segundo, ao lado do namorado perfeito. Claro que é 100% escapista – nenhuma menina pode achar que, se agir como Bella, terá seu Edward. Na verdade, qualquer garoto de verdade se cansaria da obsessão da Bella, depois de algum tempo. Mas nada – nada – tira dele o mérito de mexer tanto com as fantasias de garotas adolescentes, a ponto de virar o fenômeno que virou.
==============
Complemento sobre os outros livros da série:
Bom, minha curiosidade é uma força da natureza forte demais pra ser ignorada, principalmente quando a chave para saciá-la está ao alcance. Eu tinha os quatro livros da série em mãos. Como poderia não lê-los?
Sim, Lua Nova é irritante. Mas tem uma parte boa, e essa parte é Jacob. Ele consegue, em Eclipse, o que faltava em Crepúsculo: dar uma individualidade a Bella e Edward. Eles finalmente descem de seus pedestais e viram gente, especialmente Edward. E a obsessão da Bella está muito mais controlada depois de Lua Nova. (Ufa!) Eclipse, o terceiro livro, é bem melhor que os outros dois e Breaking Dawn (o último lançado, sem tradução oficial) é melhor que Eclipse. :P
A Stephenie realmente evoluiu de livro para livro. Mas uma coisa, preciso frisar. Continua sendo um livro "de meninas" até o fim. Meu lado testosterona quer matar essa mulher por criar, em todos os livros, o maior climão de brigas homéricas e, em três dos quatro livros, fazer tudo acabar em pizza.
SPOILERS:
E, sim, depois de muito mimimi, os dois pombinhos finalmente vão pra cama. Depois do casamento, mas vão. E esse ato tem conseqüências, que é o que faz Breaking Dawn mais interessante que os outros. :D"
Essa resenha foi publicada na comunidade Escritores de Fantasia, em 14/01/2009
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Crepúsculo meio que surgiu como leitura obrigatória, para mim, principalmente pelo sucesso com as adolescentes e pré-adolescentes. Eu precisava ler, e ver até onde o livro tinha mérito por isso. Quer dizer, apesar de tudo, podia ser um livro bom. Muito restrito a seu público, mas bom. Fingi que era um artigo acadêmico e fui.
Para ser justa, preciso dizer que ele é nota 10 em termos de dizer exatamente o que uma garota no início da adolescência (e muitas ficam assim até a velhice... brr...) quer ouvir. Faça sentido, ou não. Quero dizer, meninas (a partir daqui, "meninas" vai significar qualquer mulher que aja como uma pré-adolescente, em qualquer idade) não ligam se não existem detalhes como ação, suspense, subtramas e essas coisas, desde que haja romance e fofocas. E isso, o livro tem.
Ouso dizer que, se tivesse lido Crepúsculo nos meus quinze anos, teria me envolvido bem mais com a trama. Assim como a protagonista, eu acabava de voltar para a geladeira da minha cidade natal depois de alguns anos numa cidade grande, e não estava particularmente animada.
O que me leva à conclusão interessante de que a personalidade e background de Bella parecem ter sido montados com todo o cuidado, para que a personagem tivesse empatia com o maior número possível de meninas. Quase toda adolescente/pré-adolescente pode ver alguma coisa sua nessa moça - ela parece ter sofrido todo tipo de experiência que se pode ter nessa idade.
Muitas pessoas reclamaram da falta de ação do livro, mas já expliquei isso... Ele é um livro para meninas. (Sem protestos sexistas aqui, pessoal.) Se algum rapaz gosta, é acidental. O público alvo nunca foram os homens e ponto. E posso imaginar minha irmã mais nova, de 16, devorando todas as páginas sem perder o interesse, ainda que a única briga da trama não tenha sido mostrada. (Raios! ) O fato de os vampiros brilharem ao Sol nem chega a ser um defeito (embora seja meio... ah, não consigo pensar em uma palavra que exprima isso): vocês estão carecas de saber o quanto mulheres gostam de coisas brilhantes. :D
OK, fui justa. Agora que soprei, peço licença de morder. =3
O defeito de Crepúsculo está em não ter elaborado melhor algumas coisas. Por exemplo, os diálogos entre Bella e Edward, no início da trama. Caramba! Dá pra perceber que a autora tentou criar algo misterioso, cheio de meias-respostas, e tal, pra criar um clima romântico. Pode funcionar com as meninas, mas não com um leitor mais experiente. Para mim, muitas vezes soavam como frases aleatórias, que dificilmente alguém diria numa conversa. Quando a autora, enfim, abandona a linha das meias-respostas, por parte de Edward, a coisa melhora um pouco. Mesmo assim, tem umas frases dele que, mesmo que você faça o desconto de ele ter seus 100 anos, pelo amor de Deus!
E, que fique claro, se a Bella usasse, só mais uma vez, a palavra “perfeição” para se referir a Edward, eu entraria no livro para dar um bofetão nela. Tá, toda menina cegamente apaixonada acha seu namorado perfeito. Mas tem maneiras menos acintosas de se colocar isso num livro. Mesmo num livro narrado em primeira pessoa pela adolescente em questão.
Falando nisso, acho que os personagens mais críveis na história toda são os colegas normais de Bella, e o pai da menina. Charlie é fofo. =3 Sabem, não sou muito exigente em termos de empatia com personagens. E tenho uma fraqueza vergonhosa por garotos ruivos de olhos verdes. Assim sendo, o fato de eu não ter dado a mínima para Edward Cullen é fato digno de preocupação para qualquer autor. Ainda mais com esse nome, um dos meus preferidos. (Tô falando que, se eu tivesse lido Crepúsculo há alguns anos...)
Na verdade, uma boa terapia não faria mal para os protagonistas do livro. Lembram que eu disse que Bella tinha um pouco de cada menina que pudesse ler o livro? Infelizmente, ela incorpora, e de forma alarmante, a obsessão que algumas têm pela presença do namorado. Bella não está apaixonada por Edward – ela está obcecada, de forma doentia. Tirando a perfeição (grrr...) física dele, e o fato de ele ter lá seus poderes, ela não dá mais nenhum motivo pelo qual gosta dele. Vez por outra, ela menciona que ele é gentil e atencioso, mas bem por alto. O negócio é ficar olhando pra ele, babando por ele, se derretendo quando ele olha para ela, quando sorri para ela. Mesmo levando em conta que ele tem o tal do “charme vampírico”, isso vai longe demais. E, depois que eles começam a andar juntos, a menina praticamente surta se Edward não fica com ela 24 horas por dia!
Já Edward, esse também tem sérios problemas. Acho que Bella está certa quando diz que ele tem múltiplas personalidades. É a única coisa que explica tantas mudanças de humor e tantas incoerências em tão curto espaço de tempo. Certo, eu entendi o que a Stephenie quis fazer com ele: mostrar que ele está balançado entre a vontade de estar com Bella e o medo de saltar no pescoço dela, se ficar perto demais. Perfeito. Nesse ponto, aliás, se encaixa muito bem o fato de ele estar sempre seguido a moça. Só que as atitudes dele simplesmente não fazem sentido! O mais verossímil, nessa situação, era ele não se dirigir a ela e adotar alguma linha de defesa – ou o silêncio, ou a permanente agressividade. Mesmo que se amaldiçoasse depois, por isso. Mas não, ele não pára de falar com ela. Faz a menina se derreter por ele (por falar nisso, como Bella disse, não dá pra acreditar que ele não saiba o efeito que causa nas pessoas), e depois diz “é melhor não sermos amigos”, “é melhor ficar longe de mim”... Seria melhor se a Stephenie se decidisse se queria um Edward complexado ou um Edward conquistador.
A coisa que achei mais no lugar, na personalidade do rapaz, é o fato de ele perguntar, de segundo em segundo, o que Bella está pensando. Afinal, ele estava acostumado a ler a mente de todos, e não saber o que a menina que ele gosta – justo ela – está pensando deve ser mesmo uma tortura. Isso, aliás, foi até um jeito legal de justificar o interesse dele por ela.
Outra coisa sobre Edward são todos os meses que ele passa visitando-a no quarto dela, sem rolar nada. (meses, porque li a série toda. :P) Aaaaah, qualé! Mais uma vez, a Stephanie não se decide que abordagem quer dar ao Edward, e acaba num meio termo sem bases. Se ele é tão complexado com a possibilidade de matar a Bella, o melhor era nem aparecer no quarto. Ele diz que sente desejo por ela – isso seria motivo suficiente para ou ele nem pôr os pés lá, ou mandar a precaução às favas logo de uma vez. :\ (Aliás, cá pra nós... Ficar vendo uma pessoa dormir a noite inteirinha pode ser divertido ou interessante? Por mais que ela fale no sono?!)
No fundo, Edward age como toda menina queria que o príncipe encantado agisse. Mas não sei se é possível existir alguém que aja exatamente assim. As pessoas são mais complexas que isso – mas não tão complexas a ponto de agir como Edward age.
A conclusão sobre os protagonistas é que eles não causam empatia em mim simplesmente por não terem individualidade. Bella é um amálgama de várias garotas (mais um transtorno obsessivo por Edward), e Edward é um misto de todas as expectativas que uma menina tem sobre o apaixonado ideal. Eles não são o que são, são o que querem que sejam. Isso tira muito da força deles, como personagens. Claro que eu concordo que Bella é mais um convite para que a menina se coloque no lugar da protagonista, e Edward, mais uma estátua para ser admirada (talvez por isso, Bella só goste da beleza dele, e mais nada), mas eu preferia que eles fossem mais gente.
Conclusão da leitura: a que eu esperava. Como eu disse lá no início, Crepúsculo é um livro para meninas. Só isso, mais nada. É um livro para as meninas se imaginarem, por um segundo, ao lado do namorado perfeito. Claro que é 100% escapista – nenhuma menina pode achar que, se agir como Bella, terá seu Edward. Na verdade, qualquer garoto de verdade se cansaria da obsessão da Bella, depois de algum tempo. Mas nada – nada – tira dele o mérito de mexer tanto com as fantasias de garotas adolescentes, a ponto de virar o fenômeno que virou.
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Complemento sobre os outros livros da série:
Bom, minha curiosidade é uma força da natureza forte demais pra ser ignorada, principalmente quando a chave para saciá-la está ao alcance. Eu tinha os quatro livros da série em mãos. Como poderia não lê-los?
Sim, Lua Nova é irritante. Mas tem uma parte boa, e essa parte é Jacob. Ele consegue, em Eclipse, o que faltava em Crepúsculo: dar uma individualidade a Bella e Edward. Eles finalmente descem de seus pedestais e viram gente, especialmente Edward. E a obsessão da Bella está muito mais controlada depois de Lua Nova. (Ufa!) Eclipse, o terceiro livro, é bem melhor que os outros dois e Breaking Dawn (o último lançado, sem tradução oficial) é melhor que Eclipse. :P
A Stephenie realmente evoluiu de livro para livro. Mas uma coisa, preciso frisar. Continua sendo um livro "de meninas" até o fim. Meu lado testosterona quer matar essa mulher por criar, em todos os livros, o maior climão de brigas homéricas e, em três dos quatro livros, fazer tudo acabar em pizza.
SPOILERS:
E, sim, depois de muito mimimi, os dois pombinhos finalmente vão pra cama. Depois do casamento, mas vão. E esse ato tem conseqüências, que é o que faz Breaking Dawn mais interessante que os outros. :D"
quarta-feira, 24 de março de 2010
Dando um twist no blog/Fuga de Rigel
Pessoal! Não tenho atualizado o blog do Conservatório simplesmente porque a história tem mudado mais rápido do que sou capaz de atualizar esse bicho. Só que fiquei pensando... Bem que dava pra eu dividir algumas coisas legais com vocês sobre livros, vampiros, paranormais & outros bichos. Sendo assim, vou ver se posto umas (mais ou menos) resenhas e uns making of da história. :D
Eu talvez devesse começar com minha resenha de Crepúsculo, mas tem uma que tou devendo há beeem mais tempo: a resenha de Fuga de Rigel, do Diogo de Souza. É um romance sobre paranormais, o que significa que Cristina deve ter algum interesse nele. :D
(É bom frisar que não sou boa crítica literária. Talvez fosse mais adequado dizer que isso é uma opinião minha. Leio por prazer, na maior parte do tempo, e é só.)
A história de como esse livro foi parar na minha mão é legal. Quando ele saiu, entrei no site e vi um preview de algumas páginas do livro. Fiquei curiosíssima e pensei: "Ei, eu quero esse livro!". Não é que, na mesma ocasião, houve um sorteio na comunidade Escritores de Fantasia, e eu ganhei o fulano, com dedicatória e tudo? Pois bem.
A história já começa eletrizante, com a fuga do garoto que dá nome ao título. A bem da verdade, em mais da metade do livro, o que Rigel mais faz é fugir, e tem umas escapadas muito bacanas. De todos os personagens, o que mais gostei foi o pai dele. Talvez porque seja o único "mundano" da história. =P
A trama do livro é ótima. Gostei muito, mesmo. Mas no final, fiquei com... sei lá, uma sensação que nunca consegui definir muito bem. Não é só pelo fato de que achei a cena final bem aquém do que poderia ser. Meio confusa, sei lá. É um algo além disso que não vi ninguém comentar, então, não soube comparar impressões para dar corpo a esse sentimento confuso.
No geral, porém, é um livro-pipoca bem legal, e tinha horas que até dava dor de cabeça de tanto eu querer chegar no fim, mas ter que parar por algum motivo. O site (http://www.fugaderigel.com.br/) complementa bem a leitura e tem a tabela dos atributos psíquicos dos personagens. Não posso negar que tenha me inspirado ao definir as paranormalidades d'O Conservatório.
Mais resenhas, tem no Skoob: http://www.skoob.com.br/livro/sobre/11542/resenhas:1
No próximo post, minha temida resenha de Crepúsculo. =D
Até lá! o/
Eu talvez devesse começar com minha resenha de Crepúsculo, mas tem uma que tou devendo há beeem mais tempo: a resenha de Fuga de Rigel, do Diogo de Souza. É um romance sobre paranormais, o que significa que Cristina deve ter algum interesse nele. :D
(É bom frisar que não sou boa crítica literária. Talvez fosse mais adequado dizer que isso é uma opinião minha. Leio por prazer, na maior parte do tempo, e é só.)
A história de como esse livro foi parar na minha mão é legal. Quando ele saiu, entrei no site e vi um preview de algumas páginas do livro. Fiquei curiosíssima e pensei: "Ei, eu quero esse livro!". Não é que, na mesma ocasião, houve um sorteio na comunidade Escritores de Fantasia, e eu ganhei o fulano, com dedicatória e tudo? Pois bem.
A história já começa eletrizante, com a fuga do garoto que dá nome ao título. A bem da verdade, em mais da metade do livro, o que Rigel mais faz é fugir, e tem umas escapadas muito bacanas. De todos os personagens, o que mais gostei foi o pai dele. Talvez porque seja o único "mundano" da história. =P
A trama do livro é ótima. Gostei muito, mesmo. Mas no final, fiquei com... sei lá, uma sensação que nunca consegui definir muito bem. Não é só pelo fato de que achei a cena final bem aquém do que poderia ser. Meio confusa, sei lá. É um algo além disso que não vi ninguém comentar, então, não soube comparar impressões para dar corpo a esse sentimento confuso.
No geral, porém, é um livro-pipoca bem legal, e tinha horas que até dava dor de cabeça de tanto eu querer chegar no fim, mas ter que parar por algum motivo. O site (http://www.fugaderigel.com.br/) complementa bem a leitura e tem a tabela dos atributos psíquicos dos personagens. Não posso negar que tenha me inspirado ao definir as paranormalidades d'O Conservatório.
Mais resenhas, tem no Skoob: http://www.skoob.com.br/livro/sobre/11542/resenhas:1
No próximo post, minha temida resenha de Crepúsculo. =D
Até lá! o/
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