sexta-feira, 27 de abril de 2012

Zumbis e "mimimi, descaracterização de personagens"

Mais cedo, no twitter, a @lidiazuin levantou uma discussão a respeito do porquê de zumbis estarem fazendo tanto sucesso na cultura pop. A moça é da opinião que o senso de anarquia despertado por um apocalipse zumbi mexe com nosso sentimentos. O @bschlatter (nesse post) explora o fato de que as hordas de zumbis destruindo tudo podem evocar inconscientemente os grupos sociais emergentes, como imigrantes e moradores de favelas, que galgam a cada dia um degrau na escala social, incomodando as classes média e alta, que os vêem com temor e alguma repulsa. O @hugovera comentou que os zumbis viraram a escolha de quem estava cansado dos vampiros terem virados todos uns frescos e esse post do Dan Birlew (em inglês) ainda toca no fato de que zumbis são sacos de pancadas ambulantes, e transformam um mundo num lugar onde a única  habilidade que realmente conta é a de espancar cadáveres ambulantes até eles pararem de se mexer.

Não é bem sobre isso que eu quero falar, mas ok.

É que essa discussão me lembrou, até certo ponto, a eterna lenga-lenga de fãs de fantasia a respeito de como tal ou tal criatura fantástica deve agir, ou quais características elas devem ter. Nesse post, eu comentei sobre o porquê de Crepúsculo ter sido tão mal recebido por fãs mais tradicionais de vampiros (o post da estilização e talz), mas acho que uma coisa não ficou clara ao final dele: sim, eu acho que, num mundo como o de hoje, onde informação está a uma wikipedia de distância, não custa nada você pesquisar e se informar antes de escrever um livro para saber qual tipo de criatura casa melhor com ele. Mas não, eu não sou advogada do pensamento de que "[criatura X] de verdade é assim, assim e assada". Não acho que liberdades criativas sejam ruins, ou não teríamos metade dos ícones pop de hoje. No post da estilização do vampiro, toquei de leve no fato de que o que conhecemos hoje como vampiro é mais uma criação hollywoodiana que tudo (o artigo do Dan ali em cima cai nessa armadilha ao atribuir a Drácula razões românticas - sendo que, no livro de origem ele é um personagem tudo, menos romântico...). Hoje, quero falar de zumbis, porque são os queridinhos da vez e os exemplos máximos do que estou querendo dizer.

Antes de mais nada, os zumbis já começam com o pé esquerdo no nome. O termo "zumbi" foi criado não para designar cadáveres meio apodrecidos andando por aí atrás de cérebros. Ele foi pego de empréstimo do vudu (crença haitiana de raízes africanas), onde serve para designar um cadáver que um feiticeiro vudu reanima para que se torne um escravo sem vontade própria. Esse cadáver tem um andar vacilante, não fala, não faz nada sem ter sido ordenado e é completamente leal ao feiticeiro que o levantou. Ah, e ele dificilmente pode ser diferenciado de um vivo comum.

Os casos de zumbificação no vudu têm uma explicação dentro de nossos conceitos cientificamente aceitos: o feiticeiro vudu (nunca vi o termo "voodoo doctor" ser traduzido como "doutor vudu") ministra à pessoa uma droga natural que faz com que ela pareça morta, já que ela sofre uma forte catalepsia associada à paralisia dos músculos, e, quando os efeitos da droga passam, antes que ela volte totalmente a si, ela ingere uma segunda droga que a deixa completamente dopada e incapaz de pensar claramente. Não é à toa que alguém que tome doses muito altas de antidepressivos às vezes é chamado de "zumbi".

O grande criador do gênero de zumbis como o conhecemos hoje é o filme "A Noite dos Mortos-Vivos", de 1968, do diretor George Romero. Chega a ser irônico que a palavra "zumbi" nunca foi usada no filme, onde os mortos vivos eram chamados de... mortos-vivos, ou de "ghouls". Ghoul é um ser da mitologia árabe, que pode ou não ser um morto-vivo, cuja maior característica é matar pessoas e se alimentar do cadáver. Em alguns mitos, o ghoul ainda toma a aparência e as lembranças do morto que consumiu.

Nesse filme, já temos algumas características do que seria característica básica dos zumbis daí por diante: mortos-vivos que comem pessoas e transmitem sua condição através de mordidas. O surgimento do surto de zumbis, no filme, é atribuído a uma sonda espacial que voltou de sua missão carregada de radiação venusiana e caiu nas redondezas do lugar onde houve um incidente. Isso prenuncia o fato de que quase todos os zumbis da atualidade têm sua origem em um fato "científico" qualquer, como um vírus, radiações bizarras ou qualquer outro experimento que falhou. Com a sequência "A Madrugada dos Mortos", mortos-vivos devoradores de gente ganharam seu nicho na cultura pop como agentes do apocalipse, capazes de reduzir o mundo como o conhecemos a meras ruínas.

Muitos filmes, desde então, pegaram o conceito de Noite dos Mortos-Vivos e o expandiram. Em 1985 (quase 20 anos depois do filme de Romero), veio O Retorno dos Mortos-Vivos, um filme de comédia onde se popularizou o conceito de que o alimento primordial do zumbi é o cérebro da vítima. O enorme sucesso desse filme fez com que outras comédias de zumbi aparecessem e o tema se desgastasse como algo muito mais engraçado do que assustador.

Um dos responsáveis pela volta dos zumbis como criaturas temíveis foi o game Resident Evil, de 1996, onde zumbis são criados graças a um vírus desenvolvido por uma companhia farmacêutica inescrupulosa.

OK, agora que vocês já sabem de onde vêm os zumbis, já deve ter pressentido o frankenstein de referências que o zumbi moderno é (e não, o monstro de Frankenstein não é um zumbi, é só morto-vivo). O alicerce da história de zumbi atual vêm do mito original do vampiro nos países eslávicos: alguém, de repente, entra num lugar meio esquisito, e logo percebe que é um covil de vampiros e precisa fugir desesperadamente antes de ter todo o sangue sugado e, com isso, se tornar também um morto-vivo. Esse plot foi levado a extensões apocalípticas no livro Eu Sou a Lenda (recentemente virou filme), onde um homem é o último humano no meio de um mundo inteiro de vampiros. Antes que alguém ache que estou sendo bairrista atribuindo o nascimento dos zumbis aos vampiros, saibam que Eu Sou a Lenda foi a base de George Romero para A Noite dos Mortos-Vivos. RÁ!

O que Romero fez foi fazer seus mortos-vivos comerem carne humana ao invés de sangue, não terem qualquer traço de inteligência humana, e serem criados por radiação venusiana, ao invés de qualquer que seja a força mística que faça vampiros se levantarem. A parte antropofágica foi tirada dos ghouls e a parte de "sem inteligência" foi o quase que o único traço que restou dos zumbis haitianos originais. Resident Evil trocou radiação, cemitérios amaldiçoados e outras causas mais ou menos sobrenaturais por um vírus.

Sério, se algum conservador dissesse pros seguidores de George Romero que zumbis não são cadáveres comedores de gente e que bons mesmos são os filmes onde pessoas têm que lidar com humanos escravizados por feiticeiros vudus, é possível que esse artigo aqui não existisse. Eles desfiguraram quase completamente o mito original dos zumbis e o transformaram no que é hoje. Não foi uma pessoa que inventou o conceito atual de zumbi, foi o Romero que deu o chute inicial e muitas outras pessoas completaram. Sendo assim, acho meio que hipocrisia e mente curta quando as pessoas começam a dizer que tal ser deve agir assim ou assado, ainda mais quando esses seres sequer existem, e a construção de como agem e de quais são seus poderes e limites é parte da diversão de criar histórias com eles.

As pessoas puderam desfigurar o mito do zumbi até não sobrar quase nada de sua raiz haitiana porque zumbis não eram grandes conhecidos do público, nem faziam parte massivamente da cultura pop. Stephenie Meyer tropeçou porque pegou uma criatura que já tem características enraizadas na mente do público e escolheu muito poucas dessas características na construção de seus personagens. Mas que fique claro que o ato dela ter criado um novo modelo de vampiros não é, em si, condenável. Renovação faz parte de você ser uma criatura ficcional, e faz personagens se tornarem atraentes para novos públicos. Se você não gostou de como um autor representou a criatura que você gosta, ignore e não consuma. O tempo vai dizer se o que ele fez vai entrar para a cultura pop de amanhã (e você vai ser só mais um velhinho dizendo como os velhos tempos eram melhores), ou se vai ser ignorado como o ponto fora da curva que foi.

Acho que foi o sentimento expresso pelo texto anterior que fez Diego dar esse conselho, n'O Conservatório: "Olha, não gostou [de como eu sou], vai pra casa e escreve um livro sobre como os vampiros deveriam ser. É o que todos fazem."

Pois é. E isso vale pra qualquer criatura fantástica, de zumbis a pôneis coloridos. Fica aí a dica.



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BÔNUS: Se querem saber minha opinião sobre a discussão que abriu o post, acho que todos os que citei estão parte certos sobre o fenômeno dos zumbis ser tão popular, e eu ainda acrescentaria a origem pseudo-científica do apocalipse zumbi. O fato de zumbis serem criados (hoje) por vírus, engenharia genética ou outras ciências top de linha fazem deles mais próximos de nós que qualquer criatura criada por forças do mal sobrenaturais.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Era uma vez um casal de pôneis

Ei, Adriana falando! :D

Além de desenhar (desenho as tirinhas do blog Bram & Vlad, pra quem não sabe - só não desenho as tirinhas do Diego porque quem resolveu fazer resenha em quadrinhos foi ele, logo, ele que se vire com a dor de cabeça), também gosto de trabalhos manuais. Não sempre, não como meio de fazer grana, só pra passar o tempo e fabricar um ou outro brinquedo. Sério, quando eu era criança, eu queria ficar famosa só pra existir uma linha de brinquedos dos meus personagens e eu poder apresentá-los ao elefante cor-de-rosa de pelúcia que uso para dormir.

É, eu era uma criança forever alone.

ENFIM, quando descobri o incrível mundo dos trabalhos manuais, descobri que eu podia fazer meus próprios brinquedos personalizados, sem todo aquele caminho chato para a fama (que fique registrado: hoje, escrevo e desenho uma webcomic por razões diferentes daquelas da infância. Mais ou menos).

Estou fazendo esse post só pra mostrar um crossover que fiz entre O Conservatório e a minha mais nova mania nerd. :B

Vou começar com um papercraft da Cristina e do Diego, os protagonistas, usando o molde do aplicativo Buddy Poke. Fiz porque queria desesperadamente bonequinhos deles, e eles me ajudaram em algumas cenas.



Só que bonecos de papel amassam e voam (a razão pela qual só sobrou desses dois essa foto meio fora de foco). Eu queria algo mais palpável. Foi quando aprendi a costurar bonecos de feltro. Eu poderia ter feito o Dieguito e a Cris facilmente no mesmo estilo que fiz Bram e Vlad, mas a vida é mais estranha que minhas expectativas. Os bonecos dos dois acabaram sendo... pôneis no estilo My Little Pony: Friendship is Magic.

Peraí, o quê?

Isso vai demandar um pouco mais de explicação antes de mostrar a foto...

Em primeiro lugar, My Little Pony é uma série de pôneis de brinquedo coloridos, com crina e cauda penteáveis. É um brinquedo considerado feminino, e suas origens são bem antigas. Daí, na década de 80, a Hasbro, fabricante dos pôneis (e dos Comandos em Ação, dos Transformers e outros), decidiu que a melhor forma de fazer as crianças quererem seus brinquedos era fazer desenhos animados com eles, e o resto é história.

A série de MLP da década de 80 tinha uma mecânica não muito diferente de Ursinhos Carinhosos, Moranguinho e outros desenhos "de menina" da época, e não tinha roteiros lá muito primorosos (a bem da justiça, o desenho dos Transformers - brinquedos "de menino" - também não). Mesmo assim, cumpriu sua função e tem um forte valor de nostalgia nos States.

Pôneis da década de 80. Não vou dizer que não eram fofas do seu jeito. 

De lá pra cá, os designs dos pôneis mudaram bastante, uma nova série animada foi lançada em DVD lá pelos idos de 2000 e pouco (e quanto menos falarmos dela, melhor para todos os envolvidos) e a franquia estava meio balançada, pedindo renovação.

Foi quando veio Lauren Faust e fez-se a luz.

Lauren, para quem não conhece, é a desenhista das Meninas Super-Poderosas (o marido dela era o produtor da série). É, aquele desenho onde as personagens principais eram meninas que chutavam traseiros,  eram legais pra caramba e provou que um desenho não precisa ser protagonizado por meninos para que outros meninos queiram assistir. Essa mulher foi convidada pela Hasbro para escrever a série animada nova de My Little Pony (a série Friendship is Magic, "A Amizade é Mágica", no Brasil), e ela fez pelos pôneis saltitantes o que seu marido tinha feito pelas Meninas: de repente, garotos de várias idades e mesmo homens feitos (maioria hetersossexual, antes que comecem as piadinhas infantis) começaram a assistir um desenho protagonizado por seis pôneis fêmeas.

As razões para esse fenômeno são várias, só posso dizer por que eu assisti o desenho de pura curiosidade e gostei: primeiro, o esquema de cores dele é LINDO, é um desenho que enche os olhos. A decisão da equipe de arte de fazer o contorno dos pôneis com um traço BEM grosso e uma cor ligeiramente mais escura que o resto e não com o preto tradicional foi muito esperta. Ah, e a movimentação dos pôneis é de babar. Fica ainda mais impressionante se soubermos que o desenho é animado em FLASH. É. Naquele mesmo programa das animações "duras" que a gente vê por aí. Os animadores de MLP tiram leite de pedra do flash, a própria Lauren ficava espantada com o que eles conseguem fazer.

<3

Essa é a parte visual, que me atraiu a princípio. O que me segurou, mesmo, foi que (a) o desenho é cheio de piadinhas visuais que tornam um prazer assistir mesmo aqueles de roteiro mais parado e/ou clichê e (b) o desenho foi desenvolvido todo em cima das personalidades das seis pôneis principais. Não são elas que são jogadas no plot e reagem de acordo, é o plot que se acomoda a elas. Além disso, nunca pensei que fosse dizer isso de um desenho de crianças, mas as protagonistas têm mais camadas e desenvolvimento que muito personagem de livro que andei lendo por aí. E elas desafiam estereótipos, como a roxinha Twilight Sparkle (Qualquer referência a Edward Cullen é mero acidente. Ou não.) sendo a nerd do grupo E a líder (e não uma mera enciclopédia a favor do líder tapadinho, mas corajoso e de bom coração) ou a Rarity, a pônei branca, que é a patty dramaqueen do grupo, mas é generosa, capaz de sair sozinha de situações de perigo graças a seu cérebro (e não um kung-fu improvisado ou algo assim) e que, mesmo corroída de ciúmes e inveja de uma amiga, ainda a salva da humilhação pública sem pensar duas vezes (não, não foi uma daquelas situações onde a pessoa tem que escolher entre manter a amizade ou deixar o outro se ferrar e satisfazer sua inveja, foi algo natural e espontâneo, do tipo "minha amiga está com problemas e posso ajudar, todo o resto foi temporariamente apagado de minha mente").

Sei lá, você meio que se apega a esses personagens, e descobre que os vinte minutos do episódio foram talvez o momento mais agradável do seu dia. Que, pelo menos por vinte minutos, você assistiu algo que fala sobre respeito, amizade, generosidade, superação de dificuldades e de defeitos, e até mesmo sobre como uma dificuldade grande demais pra você superar sozinha pode te levar à insanidade clínica (todas as cinco pôneis sofrem de pelo menos um mal psiquiátrico em algum ponto da série, pra bom entendedor. O mais assustador, de longe, é o ataque esquizofrênico de Pinkie Pie, que não consegue lidar bem com o fato de que todas as suas amigas parecem estar evitando a todo custo seu convite para uma festa), tudo isso com leveza, bom humor e respeito à sua inteligência de adulto e à das crianças que são o público alvo.

Agora que você sabe por que sou fã, dá pra explicar onde Diego e Cristina foram parar nisso tudo. Bom, entre a comunidade de fãs de MLP, a palavra de ordem é representar como pôneis coloridos basicamente qualquer coisa. A famosa Regra 34 diz que, se existe algo, a internet tem pornô envolvendo esse algo. A Regra 34b diz que, se existe algo, a internet tem uma versão desse algo como pônei de MLP: FIM. Videogames famosos, outros desenhos, série de TV, filmes, personagens de livro, qualquer coisa que esteja em alta na cultura pop tem sua versão ponificada. Olhem que fofos esses cientistas famosos desenhados como pôneis: http://namingway.deviantart.com/art/The-Ponies-of-SCIENCE-264411200

Para construir as versões MLP de Diego e Cristina, peguei moldes de pôneis de pelúcia no DeviantArt (nesse perfil) e matutei sobre várias coisas. Lembram que falei da identidade visual do desenho? Tudo em MLP: FIM tem um significado: a cor do corpo do pônei, sua crina, o fato de ele possuir ou não chifre ou asas, a marquinha que ele tem nas coxas... Para os fãs ou não de My Little Pony, lá vai o raciocínio:

Cristina é uma garota fechada e mal-humorada, que parece ter um pouco menos de vitalidade que o resto das pessoas em volta. Achei que a combinação de cinza e preto cairia bem com essa personalidade. Ela ganhou o chifre de unicórnio porque, com sua mágica, pode fazer menos esforço físico que os pôneis normais. A marca na coxa é chamada "marca especial" ("cutie mark"), e a da Cris são três teclas de piano, porque ela, bem, toca piano. A crina num esquema meio Twilight Sparkle acabou fazendo a pônei ficar bem a cara da Cristina, mesmo. Como pôneis não tem nome de gente, pus nela o nome de Dó Menor.

Diego foi o mais difícil. O mais fácil seria fazê-lo branco com uma crina preta e cacheada, para ele ficar parecido com suas fotos e desenhos, mas lembra que eu disse que tudo num pônei é significativo? O codinome dele no livro é Sol Maior (é um dos acordes mais abertos e brilhantes, como o próprio Diego), daí, resolvi usar isso para fazê-lo. Primeiro, ele seria amarelo, com crina laranja e vermelha. Daí, imaginei que ele ficaria muito parecido com a pônei Spitfire do desenho, e preferi mudar sua cor para branco e fazer a crina tricolor (até porque Diego é um cara atraente e, como a maioria dos pôneis têm crina mono ou bicolor, achei que uma tricolor num padrão de fogo poderia ser visto como atraente). O esquema de "fogo" vem por causa de "Sol", claro. E porque a personalidade do Diego é bem "fogo", mesmo, sendo a Cris mais pra "gelo". A marca especial é uma clave de sol (duh) brilhante, lembrando a música e fazendo trocadilho com o Sol propriamente dito. Adicionei as asas porque os pégasos são os pôneis mais relacionados à velocidade e ao esporte e isso cai nele como uma luva.

CONTEMPLEM o trabalho final de Sol Maior e Dó Menor 

Vou ser honesta, fiz os dois como protótipos, usando cola ao invés de linha e agulha, só para ver se os moldes funcionavam, se precisavam de ajustes, e que cuidados eu deveria ter ao costurar para não desperdiçar tempo e tecido. Mas vamos lá, quem diria que o simples exercício de transformar seu personagem num pônei colorido ia demandar conhecer tão a fundo sua personalidade? ;)

Pra quem quer fazer pôneis de seus personagens, mas não tá a fim de costurar, tem um gerador de pôneis facinho de usar aqui, ó: http://generalzoi.deviantart.com/art/Pony-Creator-Full-Version-254295904

Amor e tolerância para todos. o/


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OBS: Para ver Pinkie Pie surtando com legendas, vá mais para o fim desse vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=u2skHDDoWiY

segunda-feira, 2 de abril de 2012

É. Eu li Crepúsculo. Me processem.

Era para eu ter postado isso ontem, mas a Annette nos chamou na sede da Polícia e disse: "Hoje vocês terão 4 horas de treinamento extra." Quando viu nossas faces caídas por termos trabalho num domingo, ela acrescentou: "Rá! Primeiro de abril! São seis horas de treinamento! Agora mexam-se!" #estagiáriodadepressão

Crepúsculo seria bem mais legal se fosse uma sátira. Quer dizer, um vampiro não poder sair no Sol porque brilha? Imaginem o potencial imenso de piadas com um machão/gótico/metaleiro que vire vampiro! Ia ser a bofetada do século na cara dos posers!

segunda-feira, 12 de março de 2012

Série House of Night

Já disse pra vocês que tenho um rival? Que ele é inglês e vira e mexe me manda presentes de grego do exterior? (Hi, Robin! o/) Pois é, eu tenho. E sempre que sai um novo livro ruim de vampiros, ele me manda. Antigamente, eles chegavam em envelopes de papel pardo, uma ou duas vezes por ano. Hoje, recebo uma caixa cheia deles todo mês.

Tá, estou exagerando. Ele não gasta tanto dinheiro assim só pra me trollar. Mas poderia.

Abaixo, uma #truestory de quando ele me mandou House of Night em inglês.

Sempre que vejo "vampyre", sem ser no conto do Polidori, sei que a coisa vai ser brega. É mais ou menos como abrir um livro e ver que o protagonista se chama Phyllyphy.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

FAQ do Conservatório

Desde que comecei a escrever O Conservatório, algumas perguntas se repetem sempre. Acho que já passou da hora de montar um pequeno FAQ pra me economizar digitação. Divirtam-se. o/


1 – Sobre o que fala a história?

Sinopse extendida e revisada AQUI.

Um pouco sobre os personagens aqui e aqui.

2 – O que é um conservatório? (Não ria, tem quem não saiba)

Conservatório é uma instituição que pode ensinar música, teatro ou dança. Os mais comuns são os musicais. Geralmente, os conservatórios oferecem cursos avançados de música, de forma que completos n00bs têm que estudar em outro lugar antes de entrar em um (alguns abrem exceção quando o candidato n00b a aluno demonstra ter talento nato para a coisa).

Eles podem ser públicos ou privados e existem em vários pontos do mundo. Se você quer mais detalhes sobre como funciona um conservatório, a página do Conservatório de Tatuí (interior de SP) foi uma das fontes que usei para construir o da minha história:

3 – Hum... Tem um vampiro e uma humana... É uma história melosa como a sua da coletânea Meu Amor é um Vampiro?

Nops. Não é um romance sobrenatural. É uma história juvenil de investigação e aventura. O tom se aproxima mais de contos meus de oooutras coletâneas, como a Paradigmas 4 (amostra aqui, compre aqui) ou Sociedade das Sombras (compre aqui). Não vou dizer que não role um romance em paralelo com a investigação, mas vamos encarar: se não houvesse tensão sexual entre os dois protagonistas, eles não seriam adolescentes.

4 – Você tem a cara de pau de me escrever mais um livro de vampiros? Você não cansa, não? Olha os trezentos que têm por aí!

Ah, cara, as histórias de vampiro raramente tem o tom que eu mais gosto (algo que não seja só terror ou só romance e, definitivamente, algo que não tenha protagonistas emo/mongos), então, achei que ainda tinha um espacinho pra minha história. Além do mais, desde que Polidori escreveu o primeiro conto de vampiros do Ocidente, não se passa um ano em que algo (livro, peça, conto, filme ou game) de vampiro não seja publicado. Se em quase duzentos anos desse lançamento o interesse do público não arrefeceu, não vai ser Crepúsculo que vai conseguir fazer um dano permanente.

Na verdade, o interesse por vampiros sempre teve um nicho fiel (tipo o steampunk), antes e depois da modinha. Com a febre provocada por Stephenie Meyer esvaecendo, a única mudança é que vampiros vão voltar a ser nicho... Até o próximo bestseller.

Portanto, sim, eu tenho a cara de pau e não me sinto surfando nas ondas da modinha. Não quer ler, não leia, uai. Não é porque tou apontando um revólver pra sua cabeça que tou te forçando a alguma coisa.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Top 10 histórias de vampiros em outras mídias

Fiz o top 10 de livros, agora, como o prometido, eu tinha que fazer o de outras mídias. Só lembrando que esse é um top 10 de histórias de vampiros puramente pessoal. Não faço qualquer esforço para escolher obras clássicas e relevantes, de qualidade inquestionável, só as histórias que mais me marcaram e influenciaram. E que são, de alguma forma, originais e/ou interessantes, o que não é fácil na seara vampírica.


10 – Zorro x Drácula (HQ)

Olha, Zorro x Drácula não é um primor das HQs norte-americanas. O traço é meio esquisito, a trama é aquele clichê arroz-com-feijão de sempre, mas uma história que tenha o Zorro e o Drácula merece estar em qualquer top meu. Don Diego é meu herói de infância, e certo protagonista de certo livro recebeu seu nome em homenagem a ele.

Se você estiver se perguntando por que não tem nenhuma HQ de mais respeito nesse top 10 – a partir de agora, o mundo quadrinístico colaborará apenas através de mangás – explicarei.

Antes de mais nada, me digam se essa trama lhes é familiar:

“Vampirão particularmente poderoso chega a um lugar qualquer e começa a matar pessoas e criar outros vampiros, para espalhar sua raça e dominar o dito lugar e, mais tarde, o mundo. Ele dá o azar de matar/transformar uma mulher (e é SEMPRE uma mulher) ligada ao personagem principal ou a um dos principais (que serão em totalidade, ou quase totalidade, homens), que passa a perseguir o vampirão em busca de vingança e para salvar o mundo, como bônus. Armados até os dentes com coragem, armamento pesado e o que de mais avançado a Ciência tem para oferecer, eles perseguem o vampirão e suas crias até o fim do mundo para restaurarem a ordem.”

Essa é uma trama em linhas muito gerais de Drácula (o livro), mas também é a premissa de praticamente QUALQUER HQ norte-americana de vampiros (excetuando aí adaptações de livros da Anne Rice, da Stephenie Meyer ou de material ligado a Vampiro: A Máscara). Um ou outro detalhe muda, mas o resto... é a mesma recontagem de Drácula, de novo, e de novo e de novo! E me desculpem, mas eu ainda prefiro o original.

Existem, é claro, HQs em que os vampiros são colocados de forma ligeiramente diferente do comum, mas geralmente eles são bem secundários à trama, e a trama principal não me interessa (como em Preacher, para dar o primeiro exemplo que me veio à cabeça – tá, é um clássico dos quadrinhos, blá-blá-blá, mas simplesmente não é minha praia).

Aceitarei alegremente qualquer indicação de histórias que não corram nos moldes descritos acima. Comentários pra que te quero!

9 – O Pequeno Vampiro (The Little Vampire) (Filme)

Falando em infância, eu adorei esse filme, na época. Mesmo hoje, continuo achando ele adorável. Tá na lista das coisas que meus sobrinhos vão assistir. Se você nunca viu, dê uma chance. Se você não gosta de admitir para ninguém que ainda gosta de filmes de criança, se quer manter sua pose de adulto, chame uma criança para assistir com você (para você ter a desculpa de que está passando tempo com a criança, que o filme é só para ela e tal) ou baixe e esconda na sua pasta de pornografia – como diz um brony (garoto fã de My Little Pony), às vezes é mais fácil explicar a pornografia...

Se você ainda precisa de uma razão pela qual eu gosto desse filme até hoje, duas palavras: VACAS VAMPIRAS. Nada mais a declarar.

 8 – Vampiros de John Carpenter (John Carpenter’s Vampires) (filme)

Esse filme é quase um guilty pleasure. A trama é simples, os efeitos especiais são toscos ou inexistentes, blá-di-blá-di-blá. Mesmo assim, gostei mais dele do que de muitas adaptações de Drácula e outros filmes de vampiros mais pretensiosos. Podem me processar, se quiserem, mas acho que o Vampiros de John Carpenter tem aquele sabor de filme de Sessão da Tarde: não eram os melhores filmes, mas eram o que tinha, então, têm valor afetivo.

Não vou dizer mais nada porque não há muito a se dizer.

7 - Série Castlevania (jogos)

Ei, eu adoro Castlevania. Tudo bem, é mais sobre caçadores de vampiros, mas dá mais ou menos no mesmo. Tem o Conde Drácula, é o bastante.

Joguei alguns jogos de Castlevania, incluindo o primeiro para NES (e cheguei até a Morte, mas perdi o save, junto com a paciência de jogar tudo de novo até ali). Tem um certo charme em controlar uma cópia de Conan, o Bárbaro armada com chicote, crucifixos, água benta e todo o resto contra toda a sorte de coisas-ruins que habitam o Castelo Drácula. Aliás, o chicote dele é especialmente abençoado e se chama Vampire Killer. Nomes diretos: amo. <3

Meu Belmont preferido, entretanto, não é o conanesco Simon, mas o Juste, de Castlevania: Harmony of Dissonance. Esse jogo é de nível fácil a médio, e Juste Belmont é um mago capaz de usar magias elementais para aumentar o poder do Vampire Killer. Depois de juntar power-ups o bastante, você mata Drácula quase sem querer. Diliça! Chamem-me de fraca, mas eu jogo videogame pra relaxar. Não quero estar sempre cercada de inimigos ao ponto de ficar tensa de adrenalina, só quero seguir a linha mais reta possível entre mim e o chefe de fase e as cenas importantes para a trama do jogo.

Como um bônus, você também pode jogar com o próprio Conde Drácula em dois jogos (não posso dizer quais, é spoiler e tem gente chata com spoilers). Tá, tecnicamente, é uma reencarnação do Conde, tentando se redimir de sua vida de Senhor do Mal (e que no final ruim do jogo pode voltar a ser o vampirão cruel de sempre), mas é legal assim mesmo. Esses dois jogos também são de dificuldade fácil-média. Não sou piolha de videogame, mas derrotei o chefão final do primeiro sem usar poderes especiais equipados e com uma rapieira. É. (E eu gosto de rapieiras, mesmo sendo as espadas mais fracas e patéticas do jogo. Elas são elegantes.)

Não sinto necessidade de jogar todos os Castlevanias para ser feliz, mas ainda quero jogar o Castlevania: Bloodlines (uma sequência direta do livro Drácula :B) e o Castlevania: Symphony of Night pra jogar com o Alucard, o filho meio-vampiro do Drácula, que combate a vilania do papai e tem quase os mesmos poderes que ele. :B

 6 – Hellsing (mangá, anime e OVA)

Meu preferido é o mangá. O anime é uma adaptação apenas razoável e o OVA parece que tem sido fiel ao mangá, mas fiquei com preguiça de assistir tudo. Alucard é uma das melhores versões de Drácula ever (não venha encher dizendo “spoiler”, só olha o nome dele!), Seras Victoria é muuuuuito fofa e Integra Hellsing é durona o bastante para merecer meu respeito como heroína. E como descendente de Van Helsing, embora só Deus saiba o que foi feito do “Van” do nome. Eles parecem ter algum problema com isso no Japão. Em Don Drácula, o descendente dele virou “Von” Helsing. “Van” é alguma palavra engraçada ou ofensiva, talvez? Vai saber.

Mas enfim, digressões à parte, o mangá me ganhou definitivamente quando houve uma cena de matança... no Brasil. :3 Com policiais usando uniformes fieis à realidade. Com “polícia” escrito com acento, vejam só! Isso é menos comum do que vocês podem pensar... O vilão desse arco se veste como um malandro carioca típico, aliás. xD

Só mais uma palavra: Schrödinger. Ponto.

E é um dos poucos mangás a não tornar a história uma bizarria sem pé nem cabeça no decorrer dos (muitos) capítulos para encher lingüiça. O que também é menos comum dos que vocês podem imaginar.

5 – Karin (mangá e anime)

Karin é uma das coisas mais dolorosamente fofas feitas com vampiros na última década. E isso inclui O Pequeno Vampiro. É um shoujo bunitim sobre uma garota que vive em uma família de vampiros, mas tem um problema: ela é uma “anti-vampira”, que produz sangue em excesso (!) e precisa injetar nas pessoas através de uma mordida (!!!). Além disso, ela não tem nenhuma força ou fraqueza de sua família, sendo incapaz mesmo de hipnotizar as vítimas para encobrir suas atividades (quem faz isso é sua irmã mais nova).

Ela conhece e acaba se envolvendo com Kenta, um humano meio tristonho que sente, a princípio, um instinto de proteção em relação à garota e acaba se apaixonando no decorrer dos episódios. Eu ainda achei interessante o fato de os vampiros, no desenho, absorverem sentimentos da vítima junto com o sangue, fazendo com que a vítima em questão fique temporariamente privada deles. Quando é um sentimento ruim, tipo raiva ou tristeza, ótimo. Mas, no anime, a avó da Karin suga o amor. Ouch.

Ah, sim. O corpo de Karin também reage sentimentos, fazendo com que seu sangue se multiplique loucamente. No caso, é o sentimento de tristeza, que é apagado quando ela injeta seu sangue. Kenta é um menino triste e com baixa autoestima. Façam as contas e verão, de repente, que Karin nada mais é que uma garota japonesa com uma razão real para sangrar pelo nariz ao lado do ser amado. Ouch duas vezes.

O que não faz com que a história seja menos fofa, de qualquer maneira, e mais profunda que a maioria dos shoujos: nem tudo é cor-de-rosa e a tristeza e a depressão são temas constantes.

4 – Vampire Knight (mangá e anime)

O mangá é dez vezes melhor que o anime e isso está fora de discussão.

Vampire Knight é aquilo que Crepúsculo tinha potencial para ser e não foi: uma história de amor entre uma humana comum e meio burrinha e um vampiro hot-hot, com um terceiro cara pra fechar o triângulo amoroso.

A trama, entretanto, é beeeeem mais complexa, e é um dos poucos mangás que já li que tem um ritmo bom de mistério, jogando pistas relevantes nos momentos certos e revelando os fatos aos poucos, ao invés de segurar todas as revelações para o fim e fazer do meio da história uma psicodelia só.

Só li o mangá até o episódio 50 ou 60, por motivos de força maior, mas estava gostando do que estava lendo. E em tempo: não comparem Kaname Kuran com Edward Cullen, por favorzinho. Kaname é um monstro manipulador, mas chega a ser dolorido o tanto que ele gosta da Yuuki. Malzaê, meninas do Team Zero Kiryuu. u_u

3 – Turma da Mônica – Especial Vampiros (Quadrinhos)

Você não está lendo errado. Recentemente (leia-se: ano atrasado), a MSP lançou um almanaque temático da Turma da Mônica com uma coletânea de antigas histórias de vampiros protagonizadas pela turminha (obviamente, não estamos falando das trocentas histórias onde o Zé Vampir aparece). Comprei esse almanaque por causa de duas histórias, que são pequenas joias: Um Amor Dentuço e O Vampiro Caipira.

Um Amor Dentuço também está bem mais acima que muita história romântica de vampiros nas minhas preferências. (A adaptação para animação perdeu metade da graça, diga-se de passagem). Antes que perguntem, lembro de ter lido a primeira publicação dessa historinha muito antes de ouvir falar em Crepúsculo, logo, não é uma paródia.

Aqui, um menino vampiro é acordado pela conversa da Mônica e da Magali, que fizeram piquenique perto da casa dele, e acaba se apaixonando pela dentucinha. Ele tenta transformar a Mônica em vampira para viverem juntos e o resto é uma historinha típica da turminha. Por que uma HQ infantil de umas poucas páginas e história simples está tão alta no meu top 10? Simples: a gente fica com dó do vampirinho e de como ele fica sozinho quando a turminha salva a Mônica (por mais que ele tenha seu final feliz, depois), e essa breve sensação de solidão (deve durar um quadrinho ou dois) foi uma das sementinhas da criação de Bram & Vlad. A sério.

A do vampiro caipira é ótima. Uma vampirinha estava caçando comida, vê o Chico Bento dando bobeira e... cara, tentem visualizar Chico Bento virando vampiro. Chico FREAKING Bento. Com direito a uma capa xadrez. Essa história é uma pérola!

2 – Deixe Ela Entrar (Let the Right One in) (Filme)

Eu sei que não devia dizer que um filme cheio de sangue, desmembramentos, assassinatos, pessoas queimando e tudo o mais é fofo, mas ele é. ._.

Aqui temos o garoto Oskar, que começa a conversar com sua nova vizinha, uma garotinha meio esquisita chamada Eli. Oskar sofre de um bullying sério na escola, e sua vida doméstica é um inferno. Com o tempo, ele e Eli vão ficando mais próximos, ele eventualmente descobre que ela é uma vampira, mas termina aceitando o fato, e o resto é só você ver o filme.

Aliás, ao procurar algumas coisas sobre ele na Wikipédia, descobri duas coisas que talvez você não saiba:

1- Estou chamando Eli de “ela” por causa do título oficial em português. Eli, na verdade, é Elias, um garoto castrado que tem traços delicados o bastante para ser confundido com uma menina (e se veste como uma).

2 – O autor do livro na qual o filme foi baseado aparentemente encheu o saco das pessoas não entenderem que ele estava contando uma história de amor – meio macabra, mas de amor – e escreveu um epílogo ao romance, o conto “Let the Old Dreams Die”. Não sei se já saiu em inglês, ACHO que sim. Não é difícil achar spoilers na internet, caso você esteja curioso.

1 – Bloody Kiss (mangá)

Não, eu não pus Bloody Kiss no topo desse top porque acho que seja a melhor e mais original história de vampiros já escrita. Ela não é. É uma série em seis capítulos do bom e velho drama adolescente no bom e velho estilo japonês.

Está aqui porque estamos falando de influências que eu tive, e trabalhos que foram especialmente significativos para mim, lembra? (Egocêntrica? Eu? O blog é meu, cacilda.) Bom, Bloody Kiss foi o mangá que me ajudou a dar a tônica final ao casal de Noturno em Sol Maior (vulgo O Conservatório, pra quem ainda não viu que troquei o nome).

Vou dar um breve resumo da trama, e quando lerem o Noturno, vocês me digam se entenderam porque Bloody Kiss está aqui no topo. :B

O mangá conta a história de Kiyo, uma garota adolescente que é órfã de mãe e cujo pai foi preso por um crime que não cometeu. Seu sonho é se tornar uma advogada para provar a inocência do pai. Ela foi criada por tios que a rejeitavam pela infâmia de seu pai, e com quem nunca pôde contar para nada. Quando sua avó morre, ela deixa para Kiyo uma mansão caindo aos pedaços e a moça decide vendê-la e usar o dinheiro para custear sua faculdade de Direito.

O que ela não esperava é que fosse encontrar dois vampiros vivendo nessa mansão. Ou melhor, um e meio... Kuroboshi e Alsh fugiram da convivência dos outros vampiros porque Kuroboshi é um dampiro (pai vampiro, mãe humana) e, por isso, foi rejeitado por sua sociedade. Alsh é seu servo, e não fica muito claro seu parentesco com Kuroboshi, se é que existe. A avó de Kiyo permitiu que eles se refugiassem em sua mansão e, se ela for vendida, eles estão no olho da rua.

Bom, resumindo, Kiyo e Kuroboshi vão se aproximando graças a várias situações, bláblá, história de sempre. O que tem nela que gostei tanto, então?

Primeiro, a Kiyo é uma garota forte. Não forte no sentido de que ela salva o mundo todo dia na hora do almoço, mas forte no sentido de que ela não fica simplesmente ao sabor da trama. Na verdade, os capítulos todos de Bloody Kiss giram em torno das escolhas dela. O Kuroboshi é aquele típico cara folgado que não tem o mínimo respeito pelo espaço pessoal dos outros, mas ele raramente faz algo com Kiyo sem que ela permita. Da primeira vez que eles se encontram, quando ele tenta mordê-la, ela ela se assusta, fica paralisada... e o lança longe com um golpe de karatê. Além disso, a moça é determinada e esforçada – ela não conquista NADA na história sem uma boa dose de esforço pessoal e sacrifícios.

A segunda coisa que mais me atrai é o fato de que a Kiyo e o Kuroboshi são complementares. Não é a velha história da garota violenta e forte que aprende a ser doce e feminina depois de se apaixonar. Ao mesmo tempo em que aprendem coisas juntos, eles ainda são essencialmente os mesmos ao fim da trama. Nenhum dos dois “se domestica” pelo outro e isso é algo singularmente raro em shoujos com esse tipo de protagonistas.

A terceira coisa que eu mais gosto é que a história é uma comédia, é super para cima, e nenhum personagem fica de “mimimi, o mundo não presta” por mais que dois ou três quadrinhos. :B

Menções honrosas:

Don Drácula (anime)

O anime é um clássico e eu assisti quando era criança. Gostava o bastante para me lembrar da Sangria quando cresci, mas, infelizmente, não fui muito mais longe do que isso... Por isso a posição no top está tão aqui para baixo.

Andei assistindo os poucos episódios que vieram para o ocidente (três ou quatro, se me lembro bem) e percebo por que eu gostava. As histórias são simples, o humor é bobo, mas eu me lembro bem de que, na infância, eu era ainda mais sentimental do que sou hoje.

Entrevista com o Vampiro (filme)
  
Já falei dele quando fiz o top 10 de livros, logo, não vou me repetir. Mas gostava muito desse filme cheio de colírios para os olhos de garotas adolescentes. *aiai*

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

O Baronato de Shoah - A Canção do Silêncio

Antes de mais nada: tava aqui vendo as keywords do blog (aquelas palavras que o povo digita no Google pra parar aqui) e me deparo com:

quero conseguir um contato com um vampiro tauriano

Pouco mais para frente, acho:

tem um vampiro me seguindo o que significa

Caros(as) leitores(as), vampiros vivem de sangue que catam das pessoas desavisadas. Stalkear é uma segunda natureza para eles. Pense nisso antes de procurar contatos com vampiros. #fikdik

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Bom, mas o que interessa é que li recentemente o romance Baronato de Shoah - A Canção do Silêncio, do José Roberto Vieira. E aí, conhece o gênero steampunk? Não? Deveria, seu desinformado. Vai lá na wikipedia, que eu espero.

Como assim eu deveria ter explicado aqui? Cambada de folgado que quer tudo na mão...

Enfim, tão aí as impressões:


Que fique claro que eu GOSTEI do livro. Sei lá porque tem gente que acha que comparar com videogame é diminuir alguma coisa... Eu AMO videogame e desafio alguém a dizer que não gosta de nenhum joguinho.