terça-feira, 31 de janeiro de 2012

O Baronato de Shoah - A Canção do Silêncio

Antes de mais nada: tava aqui vendo as keywords do blog (aquelas palavras que o povo digita no Google pra parar aqui) e me deparo com:

quero conseguir um contato com um vampiro tauriano

Pouco mais para frente, acho:

tem um vampiro me seguindo o que significa

Caros(as) leitores(as), vampiros vivem de sangue que catam das pessoas desavisadas. Stalkear é uma segunda natureza para eles. Pense nisso antes de procurar contatos com vampiros. #fikdik

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Bom, mas o que interessa é que li recentemente o romance Baronato de Shoah - A Canção do Silêncio, do José Roberto Vieira. E aí, conhece o gênero steampunk? Não? Deveria, seu desinformado. Vai lá na wikipedia, que eu espero.

Como assim eu deveria ter explicado aqui? Cambada de folgado que quer tudo na mão...

Enfim, tão aí as impressões:


Que fique claro que eu GOSTEI do livro. Sei lá porque tem gente que acha que comparar com videogame é diminuir alguma coisa... Eu AMO videogame e desafio alguém a dizer que não gosta de nenhum joguinho.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Meus top 10 livros de vampiros

Olha, não é fácil fazer isso.

Eu li TANTA coisa, mas TANTA coisa sobre vampiros ao longo da minha vida, de contos a romances, de mangás a historinhas da Turma da Mônica, que é difícil selecionar um top 10 das histórias. Mesmo dos livros, é complicado selecionar 10 sem cometer injustiças. Ainda assim, como eu tenho preguiça de fazer um top 20 como eu amo meus leitores do blog e faço tudo por eles, resolvi montar o top. Futuramente, quero montar um top 10 histórias sobre praticantes de magia, por que estou escrevendo sobre isso no momento. :B

Uma das dificuldades em ranquear as histórias abaixo foi que "livros de vampiro" não são um gênero. Vampiros abarcam vários gêneros, do horror ao infantil. É difícil comparar um livro infantil com um de terror pra escolher um melhor. Sendo assim, ranqueei pelo nível de influência que o livro em questão teve no modo como eu vejo e escrevo os vampiros - colocando os livros que li há mais tempo por último, quando só lembro deles um eco distante.

Mas chega de papo e simbora:

10 - Série Draculinha (Carlos Queiroz Telles)

São livros infantis que conheci na aurora da minha vida, na minha infância querida, que... bom, vocês entenderam. Os livros do Draculinha são uma sátira escrachada da Tradicional Família Brasileira. É meio pastelão hoje que sou adulta, mas eu adoraaaava quando era criança. Tinha um tom diferente dos outros livros infantis e eu gostava da Dracunilda. Por muito tempo, foi uma das únicas vampiras não-femme-fatale que eu conheci e isso era sempre um refresco.

9 - O diário de um vampiro (Hudson Simão) - não confundir com a série Diários de um Vampiro, OK?

Esse livro infanto-juvenil era meio um guilty pleasure de adolescente, mas ele tem seus méritos. Ele conta a história do Augustus, um gentil cavalheiro polonês que salva um homem mortalmente ferido e, como recompensa, esse homem o transforma em vampiro. O livro está cheio de umas coisas bizarras e contraditórias, do tipo: no seu diário, Augustus anota que foi instruído a tomar TRÊS VEZES O SEU PESO em sangue TODA NOITE. Matemática, caras: um homem médio pesa em torno de 70 kg. Três vezes o seu peso é 210 kg. Um ser humano médio tem uns 6 L de sangue no corpo. Como sua densidade é bem próxima à da água, cada litro de sangue pesa pouco mais de 1 kg. Logo, o cara teria que secar nada menos que 35 pessoas adultas POR NOITE. Mas, mais pra frente, tem uma seca na cidade e Augustus comenta que, antes da seca, um humano saudável podia alimentar até dois vampiros. É. Nesse níuvo.

Ainda assim, eu li e reli porque gosto da atitude positiva do Augustus e da Clarice, a esposa dele. Nenhum dos dois vai pro cantinho da vergonha choramingar porque não gosta de matar humanos, mas é preguiçoso demais pra pensar em outro método de conseguir sangue. E isso não faz deles monstros amorais, o que costuma ser o outro lado do espectro. E além de tudo, a história é uma aventura e eu gosto de aventuras.

8 - Sete faces do terror (Vários) - A marca da serpente (Carlos Queiroz Telles - é, de novo - conto)

Antes que você abra a boca: meu blog, minhas regras. Eu quis falar sobre um conto, posso?

Esse conto específico eu cito porque achei muito legal. Muito legal mesmo. Legal o bastante para eu ter andado anos com o xerox dele antes de comprar o Sete Faces em um sebo. Olha, mais uma vez: essa é uma lista pessoal. Aposto que você pode vir com milhares de contos de vampiros mais originais, mais intrigantes ou mais bem escritos que esse, mas foi o impacto que ele me causou que faz ele vir aqui. E, pra ser honesta, não tem taaaaaantos contos de vampiros melhores que esse circulando por aí em papel impresso. :P

A Marca da Serpente conta a jornada de Vlad (nãããão), um vampiro que resolveu ir pra Inglaterra, mas foi preso na primeira mordida. Como o enforcamento não resolveu para ele, resolveram degredar o demônio pro Brasil. Aqui, ele dorme um sono de um século e, quando acorda, ele não sabe se tem mais sede de sangue ou de companhia. Numa fazenda isolada, ele conhece uma moça bonita e decide que a quer - ele não se apaixona e quer conquistá-la, ele a quer - uma decisão que vai ter consequências inesperadas.

Uma nota curiosa: eu ouvia os sons desse conto. De alguma maneira que não sei explicar, eu ouvia.

7 - O vampiro que descobriu o Brasil (Ivan Jaf)

Esse livro só está aqui embaixo pelo tempo que eu li. Não, veja a premissa: Antonio era um português tranquilo, dono de uma taverna. Daí, um vampiro o ataca, mas por razões misteriosas, larga a "refeição" pela metade e o resultado é um gajo de presas longas. Um vampiro amigável, condoído com a situação do Antonio, explica que, para voltar a ser humano, ele deve matar o seu "criador" e aspirar suas cinzas. E explica que o Velho, o dito criador, está possuindo um corpo e embarcando na frota de Pedro Álvares Cabral.

Antonio tenta de tudo para matar o Velho antes disso, mas sem sucesso, acaba embarcando no navio e torcendo para resolver tudo e voltar para casa o quanto antes. Infelizmente, o plano não dá lá muito certo, e ele termina no Brasil, perseguindo o Velho pelos próximos 500 anos. A história é deliciosa e uma excelente desculpa para ensinar História do Brasil. O momento em que o Antonio grita "CHEGA!" e resolve fazer seus poderes servirem para alguma coisa prática é uma das melhores cenas do livro todo.

6 - Os Sete (André Vianco) & Alma e Sangue - O Despertar do Vampiro (Nazarethe Fonseca)

Quem disse que não posso pôr dois livros em uma posição? O top 10 é meu, criatura!

Tá, o Vianco pode não ser um primor da literatura, mas duas coisas você precisa admitir: Os Sete é um marco da literatura de vampiros no Brasil e o livro é divertido. Literatura cinematográfica no que tem de melhor e pior, e realmente recomendo. Não foi por pura sorte de principiante que o livro vendeu horrores, a ponto do Vianco conseguir emplacar mais um monte de livros e merecer uma exposição em homenagem a ele. O Diego já resenhou aqui.

Alma e Sangue, da Nazarethe, não teve tanto hype, mas também se tornou bastante popular. A escritora já escrevia romance com sanguessugas bem antes de Crepúsculo dar as caras, mas seus romances açucarado são, na verdade, azedinhos-doces. Ou seja, saborosos o bastante pra não te darem diabetes. Pra quem gosta do gênero, vale uma boa olhada.

5 - Vampiro: A Máscara - Livro do Jogador (?)

Mais uma vez, nem uma palavra sobre o que vale e o que não vale aqui. Esse é um livro, certo? Fala sobre vampiros, certo? Então, shhh.

Não dá pra negar que VtM (Vampire, the Masquerade - os americanos amam siglas, e elas facilitam a vida) influenciou toda uma geração. Eu nunca joguei RPG presencial na vida (só de videogame :B), mas eu conhecia VtM e cheguei a pegar o livro do jogador emprestado de um amigo só para conhecer sua mecânica e a história permeando o cenário.

As historinhas online mostrando a interação entre um membro estereotípico de cada clã me divertiam um bocado, e eu admirava como o jogo tinha conseguido compilar praticamente todos os poderes e características que os vampiros tinham ganhado em todo o século XX. E mais, de uma forma coesa e agradável. Nosferatu, Drácula e Louis são bem diferentes entre si, mas os três podem ganhar uma ficha de personagem de VtM bem arrumadinha e completa.

Ainda assim, o cenário não me pegou o bastante para eu querer escrever histórias baseadas nesse universo, por exemplo. Sei lá, acho que era justamente isso, todo tipo possível e imaginável de vampiros rondavam esse cenário, e eu não era necessariamente fã de todos eles. Além disso, acho que li contos DEMAIS baseados no universo de VtM, e isso me deixou meio enjoada. Ainda assim, reconheço o mérito do bicho.

4 - Entrevista com o vampiro (Anne Rice)

Agora é o seguinte. Eu SEI que estou devendo a leitura de O Vampiro Lestat até hoje. Eu SEI. Mas acho que Entrevista me encantou e traumatizou um bocado para os demais da autora. Vejamos se me explico.

Quando assisti Entrevista com o Vampiro na TV, tudo o que eu posso dizer foi que eu fiquei *_________*

Só um emoticon explica isso apropriadamente. Não só os atores era lindos (a garota que nunca suspirou por eles que atire a primeira pedra!), mas deve ter sido o primeiro filme de vampiros - sem ser comédia - em que eles não eram os vilões a serem caçados e destruídos para trazer a felicidade aos mocinhos. Isso era diferente, para dizer o mínimo, e me pegou em cheio. Tempos depois, peguei o livro emprestado (não me lembro bem onde) e devorei. Eu devia ter o quê? Quatorze anos? Quinze? Sei lá, algo assim. O livro me fascinou porque era grande, denso e com uma trama que fazia sentido (e melodramático no ponto para um adolescente, embora isso eu só tenha percebido mais tarde...). E claro que eu sempre imaginava o Louis como o Brad Pitt.

Recentemente, comprei e fui reler o livro e fui obrigada a parar, por que a emice afetada do Louis me cansou antes das 100 primeiras páginas. Acho que tenho que estar no humor certo para ler o livro. Enfim, Anne Rice está mais para cima no top 10 porque os livros dela são seminais para as histórias modernas de vampiros (Crepúsculo é uma simples flanderização* de Anne Rice), porque eu acho que ela escreve bem em comparação com os derivados dela e pelo que o livro significou para mim quando o li. Mas não entrou pro top 3 porque já tem algum tempo que ele não me influencia em nada a não ser piadas. :P

3 - O vampiro antes de Drácula (Marta Argel e )

É um ensaio sobre os vampiros na literatura antes da publicação do livro Drácula (o que, você não sabia que existiam? ಠ_ಠ) com uma série de contos escolhidos entre os que os autores acharam ser o melhor da literatura vampírica do século XIX pré-Drácula.

Eu já sabia de muito do que foi falado, e li muita coisa nova nesse livro, também. Acho uma leitura super-hiper-mega-válida para metade dos críticos que ficam de "mimimi, vampiros têm que ser assim, vampiros têm que ser assado, mimimi, essa geração tá perdida" e para muitos autores que saem copiando e/ou flanderizando VtM.

2 - Carmilla (Sheridan Le Fanu)

Aaaaaah, os clássicos. Não estão nessa posição porque eu acho que tudo o que foi feito depois é pior. Estão nessa posição porque gosto deles e pronto. Eles permitem uma liberdade que os trabalhos posteriores tiraram um pouco.

Não acontece nada de muito eletrizante em Carmilla, e, ainda assim, é uma história poderosa. Foi depois de ler que eu criei a Bessie, em Bram & Vlad. A personagem-título é interessante, e a novela tem algo que muitos tentam, mas não conseguem criar: atmosfera. É uma atmosfera meio sinistra, meio inquietante, com um toque de exotismo. Acho que se pode dizer que é uma atmosfera gótica, mas em um nível que só alguém que viveu na Inglaterra do século XIX consegue criar. Aliás, eu acho esse o erro de muito escritor recente: tentar imitar uma atmosfera de um tempo que a pessoa não viveu, nem vivenciou, ao invés de tentar criar sua própria atmosfera sinistra.

Enfim, Carmilla é uma novela tensa, e muito interessante. E só por ter vários elementos que iriam mais tarde alcançar seu ápice em Drácula, já merece uma menção honrosa.

1 - Drácula (Bram Stoker)

Por que esse é meu livro preferido? Primeiro, por ser um dos únicos que me fez torcer de verdade pelos humanos e não pelo vampiro. Segundo, porque adoro vários dos personagens, mesmo que metade deles sejam só clichês andantes com um nome pregado. A outra metade faz valer a pena. E terceiro porque ele pega aquela atmosfera de Carmilla e eleva à décima potência.

Sério, Drácula ainda não perdeu o posto de uma das melhores histórias de vampiros de todos os tempos e não é à toa que o Conde é uma figura tão icônica da Era Vitoriana. Acho que não posso dar um testemunho maior do quanto amo esse livro do que ter nada menos que um blog de tirinhas que é basicamente uma fanfic de Drácula.

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E é isso. Mais uma vez: esses foram os livros que me marcaram, na ordem de significação que tiveram para mim. Não fiz esse top 10 com base em qualidade, originalidade ou o que quer que seja, mas na ordem do quão interessante achei a leitura.

Ah, por que Crepúsculo não entrou? Eu já disse, é uma flanderização de Anne Rice.

*Flanderização é quando você pega um traço da personalidade de um personagem e exagera até o personagem virar uma caricatura. Foi divertido ler a série Crepúsculo, admito, mas não trouxe muitos elementos novos para a minha bagagem. Pelo menos, não o bastante para merecer estar no top 10. Histórias de amor entre vampiro e humana, já li melhores (A Marca da Serpente, por exemplo), histórias envolvendo vampiros e adolescentes, idem (n mangás, só para começo de conversa), o Louis da Anne Rice meio que brilha ao luar, e rivalidade vampiros x lobisomens, dá até preguiça de contar. Ainda assim, ao codificar esses elementos, a obra de Stephenie Meyer provavelmente figuraria em uma lista de obras que acho importantes para entender a literatura de vampiros, por mais que doa no coração de muita gente de mente mais estreita. Desenvolvo isso mais em outro dia.

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Enquanto você lê este post, estou preparando um top 10 (talvez 20) de vampiros em outras mídias, e um top 10 livros de vampiros que eu gostaria de ter lido, mas o din-din não deixou.

Qualquer hora estarão aí.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Neon Azul, ou Cris me odeia

Postei essa tirinha só porque a Cris me desafiou a fazê-lo. E porque quem lê blogs como esse aqui é nerd o bastante para não poder tirar sarro da minha cara sem levar uma de volta.

O Neon Azul, romance do Eric Novello, é um tal de "romance fix-up" noir, o que é um nome bonitinho para um punhado de contos interligados que acontece em um mesmo universo. No caso, o universo do bar Neon Azul e seus frequentadores bizarros.



Eu tenho hábitos noturnos por natureza, não porque fico na internet a madrugada inteira. E tenho um sobretudo preto cheio de botões legais. O que mais preciso pra ser noir?

sábado, 17 de dezembro de 2011

Mini-review do Kindle 4

Plantão especial no blog do Conservatório!

Comprei um Kindle 4 de autopresente de Natal e achei legal fazer um review aqui. \o\

Tá, é melhor começarmos devagar. Nem todo mundo sabe o que é um kindle, então, vamos explicar. Curto e simples, o kindle é um aparelho que te permite ler ebooks (vulgos livros virtuais). Antes que algum MacChato venha falar que "blablabla o iPad faz isso, fora o iPad nada mais é necessário blablabla", é preciso explicar: o iPad é um tablet. O kindle PARECE um tablet, mas está longe de ser um. O kindle serve pra ler livros, e só. Por outro lado, o iPad até pode ser usado pra ler ebooks, mas a tela luminosa faz todos que tentaram ler livros nele reclamarem.

A tela do kindle tem uma tecnologia chamada "e-ink", que permite que a tela seja fosca e sem brilho. Com isso, ele parece com uma página impressa. O Mushi-san comprou um quando ele ainda era Kindle 2, e fez um review muito bom de três partes. Vou dar o link pras três partes aqui, visitem e conhecerão melhor o kindle. LEIAM, porque vou me focar nas diferenças do meu kindle pro dele. Não tem sentido eu escrever de novo tudo o que o Mushi disse e muito bem dito. :P Podem ir lá, eu espero.

Parte 1: http://www.mushi-san.com/geladeira/2010/08/o-review-do-kin.php
Parte 2: http://www.mushi-san.com/geladeira/2010/12/o-review-do-kin-1.php
Parte 3: http://www.mushi-san.com/geladeira/2011/01/o-review-do-kin-2.php
Comparativo do kindle com outros leitores de ebooks: http://www.mushi-san.com/geladeira/2010/08/gato-sabido-e-p.php

Foram? Mesmo? Se não, que coisa mais feia! Voltem lá e cliquem! ò.ó

E agora? Foram? Beleza, vamos continuar.

Primeiro, como consegui meu kindle? Bom, minha mãe me chamou a atenção para uma oferta de kindle num site de cupons. De R$990,00, ele estava saindo a R$300,00. Apesar de R$990,00 ser um preço inflacionado, o preço do cupom estava até bem razoável. Nos States, o preço do Kindle 4 com spam (explico isso mais tarde) é US$79,00. Convertido para reais, mais impostos de importação (o Mushi mostrou uma notinha dizendo que são mais de duzentos reais de impostos, embora isso seja flutuante), um Kindle 4 dificilmente sairia no Brasil por menos de R$400,00. Sendo assim, comprei o cupom e esperei.

Foi uma novela até eu ter em mãos o aparelhinho. Demorou o dobro do tempo previsto pelo site, mas chegou. Não vou dizer qual site que foi. Não foi traumática para mim a espera, mas um amigo meu, apesar de receber o kindle um dia antes de mim, quase infartou (hehe). Sendo assim, não vou me responsabilizar pela reputação do site, nem dar uma dica que possa dar dor de cabeça para alguém.

No início, pesei bem a decisão. O Kindle 4 é bem mais básico que o Kindle 2 e eu não sabia se valia a pena. Para começar, o 4 não tem saída de som. Até aí, tudo bem. Não sou de ouvir música enquanto leio e nem sou deficiente visual. Bom, e mesmo que fosse, tenho um celular com tocador de mp3, não preciso de outro tocador de mp3. A falta que eu achava mais grave era o teclado. Vejam a carinha do Kindle 4:

Pequenininho, né? E sem o teclado. :(

Mas depois que pensei bem... Ele é um aparelho de LEITURA. Não é pra entrar na internet (pra isso servem os tablets), e nem sou do tipo que fica digitando notinhas no livro. Pra falar a verdade, mesmo no kindle com teclado, é chato colocar essas notas. Assim, acabei vendo que valia a pena comprar o 4 sequinho. Naturalmente, quem está lendo esse review e preferir um kindle mais completo, existe toda uma linha lançada juntamente com o Kindle 4: o Kindle Keyboard,  com teclado, o Kindle Touch, que tem tecnologia touchscreen, o Kindle 3G, com cobertura 3G (duh!) e até o Kindle Fire, que é um tablet de custo beeeem mais baixo que o iPad.

Agora, no terreno das vantagens, o Kindle 4 (e os demais de sua linha) têm tradução para o português e dicionário em português! :D A tela inicial do kindle lista os livros que você tem armazenados. Quando você aperta o botão menu (o primeiro à direita do direcional), surge esse menu:

Screenshot gentilmente cedida pelo meu amigo infartado. xD

Onde está escrito "Experimental" fica o navegador do kindle, que você usa pra entrar na internet. Ele é muito primitivo e o teclado virtual (que você usa navegando com as teclas direcionais - dá trabalho) desencoraja um pouco seu uso. Mas é bom saber que ele está ali, para você baixar livros quando quiser. Apesar de não ter 3G, o Kindle 4 tem Wi-Fi.

As propagandas. Sobre elas, só sofre desse mal quem encomendou um kindle pra um amigo nos EUA, porque quem importa via Amazon paga 30 dólares a mais e fica livre delas. Mas, se você, como eu, foi "premiado" com o kindle com spam, tem que enfrentar isso:

Com propaganda e sem propaganda

...que nem é grande coisa, admito. Só um bannerzinho no fim da página. O graaande problema é que pôsteres de propaganda substituem a proteção de tela bonitosa do kindle. D: (Não dá pra tirar screenshot pra mostrar, mas, em resumo, a proteção de tela é o desenho que o kindle mostra quando está desligado. Ter propagandas como proteção de tela é ter seu kindle funcionando como um folheto de anúncio ao ser desligado.) Dizem que tem como contornar isso. Por ora, vou ficar quietinha até ter certeza de que funciona sem bugs.

Sobre o uso do kindle propriamente dito: o Mushi resumiu muito bem isso no review dele. Só vou frisar o quanto você deve ter cuidado com pdfs: Abaixo, um exemplo de pdf que deu errado (o da direita - juro que não usei photoshop pra pôr o FFFFUUU, isso é da minha monografia. xD) e de um que deu certo (à esquerda). Não dá pra saber de antemão qual pdf vai sair bem ou não, então, é tentativa e erro. Mas dica: pdfs com fonte times 12 ou arial 10 provavelmente vão sair beeem ruins.

Clique para aumentar e ver o estrago

O kindle é em preto e branco e tudo, mas isso não o impede de mostrar bem as ilustrações, mesmo que, originalmente, elas sejam coloridas. Abaixo, a capa do livro beta do Mushi. No DA dele, vocês podem ver o desenho original, colorido, para compararem: http://mushisan.deviantart.com/gallery/#/d3as6dy


Em resumo: o kindle não é tablet. Não serve pra entrar na internet, jogar, nem nada no gênero. Mas é uma mão na roda pra quem é viciado em leitura e não quer ler na frente de um computador. Já fiz o teste de ler nele, e cansa menos a vista que um livro de papel, por que o fundo não é branco e dá menos contraste com as letras. Cabe coisa pra caramba nele, ele é leve e prático. A falta do teclado, que me parecia um defeito, acaba diminuindo a poluição visual da tela e fazendo o kindle mais próximo de um livro. Os botões de passar a página ficam no lugar EXATO em que meus dedões tocam quando seguro normalmente o aparelho.

Se você estiver querendo um leitor de ebooks, pode comprar o kindle sem medo. Repetindo bem repetido: ele lembra um tablet no formato, mas não é um iPad, nunca quis ser um iPad, e não compete com o iPad. Ele é, para quem gosta de ler, o que o tocador de mp3 é para quem gosta de ouvir música, nada mais e nada menos. E cumpre muito bem esse papel.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Annabel & Sarah, Y U NO?

Seguindo com as tiras, essa história, eu vi acontecer. Envolve o Dario, que usa esse topete desde antes de isso ser socialmente aceitável, e a Flávia, que é a própria Derpina encarnada.

Em defesa do Dario, quase todos os garotos, enganados pela capa rosa, reagem dessa forma. E não, esse não é o Jim real na foto. Nós, não-humanos, temos que zelar pela segurança das identidades uns dos outros.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Resenha de Eclipse ao Pôr-do-Sol e botando ordem na budega

Vocês devem se lembrar de que, há meses sem fim, eu dei ao Diego a permissão para postar no blog e a missão de resenhar uns livros por aí, certo? Ele veio todo empolgado e começou mesmo com o negócio.

...Daí, o Blogger comeu dois posts dele com angu e ele ficou tão irritado que não quis mais nem saber de voltar aqui.

Como o ano esteve meio ocupado e magro em termos de vontade de postar qualquer coisa em qualquer lugar, perdoei o Diego e deixei o blog de lado. Até que tive mais uma das minhas ideias geniais. Fazer resenhas... em quadrinhos. :D Isso foi o bastante pra atrair o Diego de volta. Ele decidiu que vai fazer as resenhas agora, e usando os quadrinhos. Como ele não desenha (e eu tenho duas tirinhas para retomar), vamos usar quadrinhos de memes. Sim. Faremos resenhas meméticas. Problem?

Assim que tiver uma folga, eu volto aos posts com artigos. Enquanto isso, divirtam-se com os memes dieguísticos. Andei vendo as tirinhas que ele está criando pra série especial de livros de vampiros. Em uma palavra? LOL.

O agraciado de hoje é alguém a quem esse blog deve resenha há muito tempo. Antonio Luiz M. C. da Costa entra aqui com seu livro de contos Eclipse ao Pôr-do-Sol. Enjoy.

Esse ciclo se repetia a cada conto. Exceto os poucos sem partes quentes. Ah, e ele é bom de finais.
Nota: ***

sábado, 16 de abril de 2011

Sob nova direção e X-Men: First Night Class

Que raios de paradez é essa?!

Não é muita boniteza? Menina vem, cria um blog pro Conservatório, não chama ninguém de lá e ainda deixa o troço ficar às moscas. Bonito, hein?

Bom, eu sou o Diego, minha mãe é a diretora dessa bagaça e eu estou entrando na equipe desse blog pra ver se ele anda. É um blog de literatura e talz. Não sou a melhor pessoa pra se falar sobre escrever, porque nunca escrevi nada fora da sala de aula. Mas sei lá, vou ver o que posso fazer. A Adriana me deu a ideia de dar dicas de leitura, e acho que vou fazer isso. Não tenho saco pra fazer resenhas nos moldes que meu professor de literatura manda, mas acho que posso dar a qualquer um uma boa ideia se ele quer ler certo livro ou não.

Até agora, o blog vem falando de escrita, vampiros, jovens, vampiros, etc. OK. Vou dar minha opinião técnica sobre um livro de vampiros famosinho aê que eu li e achei que valia a pena comentar. Na verdade, é um livro dividido em dois volumes, por assim dizer: Os Sete e Sétimo, do André Vianco.

Os Sete começa arrastado. Uns mergulhadores desempregados acham uma caixa de prata com uns nomes nela: Inverno, Acordador, Tempestade, Lobo, Espelho, Gentil e Sétimo (não necessariamente nessa ordem). Não, essa não é a lista de chamada de X-Men: First Class. Mas acho que chega perto. Continue lendo.

A caixa tem instruções em várias línguas que são algo como "não abra, ou o apocalipse vai ser desencadeado". Como são humanos, é CLARO que eles abrem a caixa sem tomar nenhuma precaução. Dentro dessa caixa, tem sete cadáveres mumificados. Se você não percebeu que são vampiros, sai dessa caverna enquanto é tempo. Bom, isso é importante porque, na ficção, tem um campo de distorção de probabilidade em torno dos vampiros que faz com que as chances de alguém sangrar perto deles aumente 500%.

Aqui não é diferente, e vemos a mocinha da história (uma das únicas mulheres do livro INTEIRO, na verdade) ter sua participação mais útil da trama: ela se corta acidentalmente numa serra enorme e deixa o sangue cair na caixa. Essa é só a primeira das várias estupidezes que virão. Depois disso, um bando de cientistas amadores e irresponsáveis deixam um cadáver voltar a vida e destruir tudo em volta sem tomar nenhuma providência decente. É nesse ponto, um punhado de páginas chatíssimas depois da capa, que a história começa de verdade.

O lugar começa a se resfriar cada vez mais rápido (mesmo levando em conta que a história se passa no Sul do país), até que descobrimos que os nomes na caixa são os codinomes dos vampiros dentro dela, e que combinam com o poder de cada um. Como eu disse antes, X-Men: First Night Class! Os vampiros aqui não são qualquer um, não senhor, são os ancestrais diretos dos alunos do Prof. Xavier. Aposto que seu mundo caiu, agora.

Depois do showzinho do Inverno, temos basicamente três linhas narrativas: os mocinhos (bleeeeeeeeeergh), os militares e os vampiros despertos (logo, o primeiro a despertar, Inverno, se junta ao Acordador, que pode criar zumbis. Êêê.).

A linha dos mocinhos, de maneira geral, é chatééééérrima. Consiste no mocinho genre savvy fugindo à toda brida com a mocinha Brasil a dentro, repetindo o quanto a ama e a quer fazer feliz, vendo a inútil ser sequestrada e indo atrás dela depois. Sério, 9 de cada 10 falas dele são a respeito de ele querê-la segura e do lado dele. É patético. Cruzes. Irc.

A linha dos milicas é um pouco mais legal, mas é construída naquele clichê hollywoodiano de caras de uniforme morrendo às pencas enquanto enfrentam ameaça sobrenatural/alienígena, enquanto um civil durão faz todo o serviço com menos da metade do armamento.

A terceira linha é a mais legal. E não é porque é protagonizada por vampiros, mas porque é protagonizada por vampiros renascentistas descobrindo os tempos modernos. Vez por outra, de uma maneira bem engraçada. Eles começam como vilões, mas viram meio que anti-heróis nessa hora. Eu sempre torço pelos vampiros, nos livros, especialmente quando os humanos são idiotas, e nesse livro, os humanos são idiotas ao cubo. Faça as contas.

Nas três linhas, a ação é cinematográfica e abundante. É fácil vencer o calhamaço. A única coisa que fica irritante depois de algum tempo é a tentativa do Vianco de subverter a todo custo aquela coisa de "só morre quem não tem nome". Papagaios, ele dá nome até ao cara que vai ser morto dois parágrafos adiante e mostra pedacinhos da vida dele. É de enlouquecer! Gaaaah!.......

*volta do ataque epilético*

Enfim. O fim de Os Sete é um simples prólogo para Sétimo. Nesse livro, o vampiro homônimo, ao contrário de seus "irmãos", ao invés de tentar voltar para Portugal na tocaia, sem chamar a atenção, começa nada menos que um exército, pra tentar dominar o mundo. Pra tentar se dar bem nessa empreitada, ele é guiado por um daqueles vampiros emo que ficam choramingando a cada cinco minutos que se tornaram monstros, mas nunca fazem um mindinho de esforço pra conseguir sangue de forma não-letal. Posers preguiçosos e idiotas!

As linhas aqui são ligeiramente diferentes. Temos a linha narrativa do Sétimo, que é um Drácula teen, com direito a noivas vampiras gostosas (que têm como única utilidade real fazer poses sensuais, provocar os mocinhos e seduzir os incautos pra beber o sangue deles - como as noivas do Drácula). Pense num aborrecente mimado e imagine que ele virou um vampiro com superpoderes from hell: esse é o Sétimo. Dá pra sentir simpatia por ele, assim com dá vontade de meter a mão na cara dele e mandar ele tomar tento e virar gente.

Na linha do vampiro emo, as coisas estão bastante animadas, mas menos que nas outras. Afinal, ele é o mocinho desse livro, e a linha dos mocinhos é a mais chata por contrato.

Temos a linha dos vampisomens (os lobisomens do livro são vampiros que viram lobisomens na lua cheia), que é bem legal e cheia de órgãos voando. Linda.

A linha dos militares evoluiu de "bucha de canhão" para "bucha de canhão + cientistas nazistas", e o militar durão do primeiro livro foi promovido a Capitão Nascimento.

Por fim, temos a lista dos caçadores de vampiros, que são um mercenário e um descendente do maior inimigo dos vampiros do primeiro livro, um maluco que se veste de armadura de prata (!). E vou te falar, eles chutam bundas com estilo.


Sétimo é bem mais movimentado que Os Sete. E bota mais nisso. Você devora o livro. Há uma evolução notável do autor ao longo dos dois. Ao fim de Sétimo, fica claro para mim que a mensagem dos dois volumes é: "Humanos são inúteis, a menos que sejam machos incrivelmente durões. Vampiros ruleiam! Heeeeell yeeeah!". Uma admirável mensagem, se quer saber.

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Dou nota 7/10 pro conjunto. Os livros são cinema escrito, pra resumir. Não espere escrita primorosa, desenvolvimento de personagens, dramas profundos e toda essa parafernália de livros cults. Tem todos os clichês, vantagens e desvantagens de um bom filme de ação. O TOC do Vianco de dar nome pros figurantes é um saco, o que só é compensado com sua total impiedade com os protagonistas. Cara, conheci poucos autores tão carniceiros quanto ele entre os protagonistas, e isso é sempre um refresco. Recomendadíssimo pra qualquer um que goste de um bom shonen, mas não para aqueles que procurem originalidade, escrita exemplar ou personagens profundos.

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Pronto. Tem uma pilha de livros que a Adriana me deu e mandou ler pra recomendar (positivamente ou negativamente) pra vocês. Tem muitos, mas vou fazer uma enquete ali no lado com os que mais me chamaram a atenção para a próxima coluna. Vote, ou vou falar sobre Crepúsculo. E você não vai gostar, porque vou te chamar de idiota.

Tá esperando o quê?